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Smartphones ficarão mais caros em 2026 devido à escassez de memória RAM, afirmam especialistas

O encarecimento dos celulares está relacionado ao aumento no custo de componentes essenciais como processadores e telas, geralmente cotados em dólar

Smartphones ficarão mais caros em 2026 devido à escassez de memória RAM e outros fatores econômicos que afetam a cadeia produtiva. Em entrevista ao site TechTudo nesta sexta-feira (02/12), especialistas explicaram quando é realmente necessário trocar de aparelho diante deste cenário de alta nos preços.

O encarecimento dos celulares está relacionado ao aumento no custo de componentes essenciais como processadores e telas, geralmente cotados em dólar. As variações cambiais impactam diretamente o valor final dos aparelhos, especialmente em mercados que dependem de importações.

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Outro elemento crucial para o aumento de preços é a escassez prolongada de memória RAM. Este problema se intensifica pela crescente demanda por aplicações de IA em data centers e outros setores industriais, resultando em menor disponibilidade do componente no mercado.

Segundo Judson Gurgel, doutor em Administração, o aumento nos preços ocorrerá gradualmente ao longo de 2026, não de uma vez só. “Modelos de entrada e intermediários tendem a sentir mais o impacto. Eles operam com margens menores e dependem fortemente de componentes importados, dólar e escala de produção. Pequenas variações de custo acabam sendo repassadas ao preço final”, declarou.

Os fabricantes chineses estão perdendo competitividade devido a mudanças nas legislações, aumento nos custos logísticos e margens cada vez mais reduzidas. O desenvolvimento de smartphones também está se tornando mais caro com a inclusão de recursos de IA embarcada, câmeras avançadas e telas com alta frequência.

A troca de celular pode ser necessária quando o aparelho não recebe mais atualizações de sistema ou de segurança. Problemas de hardware também justificam a substituição, como bateria que não segura carga, superaquecimento frequente, falhas na tela ou no conector de carregamento.

Para quem utiliza o smartphone como ferramenta profissional, a troca pode ser vista como investimento. “Se o celular é uma ferramenta de trabalho ou de estudo, a troca pode, sim, ser encarada como investimento. Por outro lado, estamos em um ambiente de juros elevados e crédito caro. Isso exige cautela”, afirmou Gurgel. “É fundamental avaliar o impacto da parcela no orçamento e evitar assumir dívidas que comprometam a renda por muitos meses.”

Fabricantes têm adotado políticas de suporte mais extensas para seus aparelhos. A Apple mantém seus celulares atualizados por vários anos – o iOS 26 está disponível até para o iPhone 11, lançado em 2019. Para a Samsung, modelos como o Galaxy A17 e o Galaxy A56 contam com seis anos de suporte garantidos.

O início do ano pode apresentar boas oportunidades para quem precisa trocar de aparelho. Modelos topo de linha lançados em 2024 ou 2025 costumam aparecer com preços mais atrativos neste período. “Poucos meses depois, os preços caem. Quem pesquisa, compara e foge da compra emocional geralmente leva um produto excelente pagando bem menos”, disse um especialista.

“Os preços tendem a subir ao longo do tempo — isso é da lógica econômica. Mas essa expectativa, por si só, não justifica compras por impulso. A decisão deve ser baseada em planejamento e racionalidade”, declarou Gurgel. Para ele, o maior erro está na parte financeira: “O maior erro do consumidor não é tecnológico, é financeiro: comprar acima da própria capacidade de pagamento. O celular passa, mas a dívida fica”.

O especialista recomenda evitar financiamentos com juros. “O ideal é pagar à vista e negociar desconto. Financiar o celular com juros é quase sempre uma decisão ruim: trata-se de um bem que se desvaloriza rápido e não gera retorno financeiro”. Ferramentas como o Buscapé podem ajudar a acompanhar o histórico de preços dos aparelhos nos últimos 12 meses.

“Para quem quer ser ainda mais conservador, algo entre 5% e 10% da renda anual é um limite saudável. O mais importante é que a compra não comprometa despesas essenciais nem gere endividamento prolongado. Celular precisa servir à vida da pessoa — e não o contrário”, afirmou o especialista.

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