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Kennedy Jr. diz não temer germes por ter usado drogas em vasos sanitários

Secretário de Saúde dos EUA revelou histórico de dependência química durante podcast e afirmou que problema começou após assassinato de seu pai em 1968

Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde dos Estados Unidos, afirmou que não tem medo de germes porque costumava consumir cocaína em assentos de vasos sanitários. A declaração foi feita durante sua participação no podcast This Past Weekend, na quinta-feira (12/2).

Durante a entrevista, Kennedy abordou seu histórico de dependência química e sua participação em grupos de apoio antes da pandemia de COVID. Ele mencionou que formou um grupo alternativo que continuou se reunindo mesmo durante as restrições sanitárias.

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O secretário de Saúde explicou que seu problema com drogas começou após o assassinato de seu pai, ocorrido em junho de 1968, em Los Angeles, Califórnia. Kennedy Jr., filho do ex-presidente John F. Kennedy, atualmente integra a administração Trump após ter sido anteriormente filiado ao Partido Democrata.

“Não tenho medo de germes… Eu costumava cheirar cocaína em assentos de vaso sanitários. Eu sei que essa doença (drogas) vai me matar. Tipo, se eu não fizer isso, se eu não tratar, o que para mim significa ir a reuniões todos os dias, é simplesmente ruim para a minha vida“, declarou Kennedy durante o podcast.

Kennedy foi detido duas vezes por crimes relacionados a entorpecentes. A primeira prisão ocorreu em 1970, quando foi detido por posse de cannabis. Treze anos depois, em 1983, ele foi preso novamente, desta vez por posse de heroína. Esta segunda detenção representou um ponto de virada que o motivou a buscar tratamento.

Durante a entrevista, o secretário enfatizou a importância de participar de reuniões diárias como parte fundamental de seu processo de recuperação.

A organização sem fins lucrativos Protect Our Care, que defende um sistema de saúde acessível nos EUA, solicitou a renúncia de Kennedy após suas declarações. Em comunicado, a entidade classificou o secretário como “a pessoa mais perigosa, despreparada e inadequada que já liderou uma agência federal tão importante, com poder de vida ou morte”.

Aaron Reichlin-Melnick, pesquisador sênior do Conselho Americano de Imigração, também se manifestou sobre o caso. Ele destacou o contraste no tratamento dado a diferentes grupos: “Só para lembrar que o governo Trump chama os imigrantes que se tornaram viciados em drogas de ‘os piores dos piores’ criminosos, não importa há quanto tempo tenham começado seus problemas de dependência”.

Leia mais: Brasileira é condenada a 10 anos por participação em duplo homicídio nos EUA

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