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Lewandowski questiona eficácia de governos estaduais no combate ao crime

Ministro da Justiça afirmou durante CPI que nenhum estado resolveu problema da criminalidade comum ou organizada, apesar das cobranças ao governo federal

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, questionou a eficácia das ações dos governos estaduais no enfrentamento ao crime. A declaração ocorreu nesta terça-feira (09/12) durante audiência pública na CPI do Crime Organizado no Senado Federal, em resposta a questionamentos sobre a atuação federal na área de segurança.

Durante a sessão, o ministro respondeu a indagações do senador Marcos do Val, do Podemos-ES, que havia relatado um caso de violência doméstica em seu estado e cobrado medidas mais efetivas do governo federal. Lewandowski esclareceu que o combate à criminalidade comum não está entre as atribuições federais.

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“Eu devolvo a pergunta a Vossa Excelência e pergunto o seguinte: o que os governos estaduais estão fazendo para combater a criminalidade? Qual foi o governo estadual que resolveu o problema da criminalidade comum ou organizada? Nada, nada, nada”, declarou o ministro.

Lewandowski mencionou a “inação” dos governadores de forma generalizada, sem especificar estados particulares. Ele ressaltou que o problema não é exclusivo de “governador A, B ou C”, mas resultado de questões estruturais relacionadas à expansão do crime organizado no país.

O ministro também destacou que, apesar das limitações constitucionais, o governo federal “não se furta a enfrentar esse problema”, mesmo com restrições orçamentárias significativas.

Na audiência, Lewandowski defendeu o aumento de recursos para a segurança pública e solicitou apoio para a aprovação de projetos como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública, que tramitam no Congresso Nacional.

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“Estamos de mãos absolutamente amarradas. Outro dia, numa discussão ministerial no governo, mostrei esses dados pífios do ponto de vista de investimento em segurança, mas é algo que não é deste governo, vem de muito tempo atrás, porque segurança sempre foi um tabu, ninguém quer investir em segurança, não dá votos, lamentavelmente, não dá prestígio, segurança, sobretudo em presídios”, afirmou o ministro.

A audiência pública integra os trabalhos da CPI que investiga a atuação de facções criminosas no Brasil. Os valores específicos dos investimentos em segurança pública mencionados por Lewandowski não foram detalhados durante a sessão.

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