STF volta a julgar marco temporal para demarcação de terras indígenas nesta quarta-feira

Corte vai ouvir as sustentações orais das partes envolvidas em quatro processor que tratam do tema

Por Redação TMC | Atualizado em
O presidente do STF, Edson Fachin, fala ao microfone durante sessão no tribunal
STF, comandado pelo presidente Edson Fachin, vai voltar a analisar o tema polêmico. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta quarta-feira (10/12) quatro processos que tratam do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

Na sessão desta quarta, a Corte vai ouvir as sustentações orais das partes envolvidas. A data da votação dos ministros será marcada posteriormente.

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltarão a julgar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o projeto de lei em que o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese. 

Antes de retomar o julgamento, o STF realizou diversas audiências de uma comissão de conciliação entre as partes envolvidas na questão. A conciliação foi convocada pelo ministro Gilmar Mendes, relator das ações.

Contudo, a Articulação dos Povos Indígenas (Apib), principal entidade que atua na defesa dos indígenas, decidiu se retirar da conciliação, por entender que não há paridade no debate

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Por Agência Brasil

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