Paraibano, corintiano e filho de políticos: conheça o cotado para assumir Ministério do Turismo

Ex-secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Gustavo Feliciano deve ser o elo de reaproximação do União Brasil com o governo federal

Por Édrian Santos | Atualizado em
Imagem mostra uma montagem em que aparecem duas personalidades políticas. À esquerda, aparece Gustavo Feliciano num jogo do Corinthians. À direita, está Gustavo Feliciano abraçado com o pai, o deputado Damião Feliciano.
Gustavo Feliciano deve substituir Celso Sabino no Ministério da Justiça. (Foto: reprodução/Instagram/@ gustavofeliciano)

O anúncio da saída de Celso Sabino (sem partido) do Ministério do Turismo fez os holofotes de Brasília se voltarem para a Paraíba. Isso porque é de lá o nome mais cotado para ocupar a vaga que deve voltar a ser ocupada pelo União Brasil, apesar da tensão da legenda com o Palácio do Planalto.

A saída do governo foi anunciada pelo próprio Sabino, nesta quarta-feira (17/12), ocasião em que ventilou o nome do provável substituto. Trata-se do paraibano Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União Brasil) e da ex-governadora da Paraíba Lígia Feliciano (PT).

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Em 2018, Gustavo foi anunciado pelo então governador da Paraíba, João Azevedo, para chefiar a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico.

Nas redes sociais, a atuação de Gustavo é tímida. As postagens mais recentes datam de 2021, quando costumava postar ações da secretaria que comandava no governo paraibano e fazer publicações de cunho pessoal, como a ida ao jogo do Corinthians que consagrou o clube paulista como campeão mundial, em 2012, no Japão.

Demissão de Sabino

A demissão de Sabino ocorre em meio a uma possível reaproximação do União Brasil com o governo federal. Segundo noticiou a Agência Brasil, a decisão foi tomada na última terça-feira (16/12), durante reunião entre da legenda com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT).

Sabino foi expulso do partido depois que decidiu permanecer no Ministério do Turismo, a contragosto do União Brasil. Na época, o gesto expôs o rompimento da legenda com o governo Lula.

“Eu imagino que o partido deva ter as suas razões para ter tomado essa decisão de se afastar do governo e deve ter suas razões também para, agora, buscar se aproximar do governo”, disse em entrevista coletiva.

Com a saída do governo, Sabino volta para a Câmara, onde assume o mandato de deputado federal pelo Pará. Em 2026, o parlamentar deve disputar vaga no Senado.

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Tensão com governo

Em setembro, o União Brasil deu 24 horas para Sabino deixar o governo, em meio à tensão do presidente do partido, Antonio Rueda, com o Planalto. Naquela ocasião, uma reportagem publicada pelo UOL e ICL Notícias associava o cacique a uma empresa de táxi aéreo que prestava serviço para pessoas investigadas por lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado.

Como a investigação está sob a tutela da Polícia Federal, a direção do partido responsabilizou o governo pelo vazamento da investigação. Apesar da ordem para deixar o ministério, Sabino contrariou o União Brasil e permaneceu no governo.

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