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Trump diz que tomará o controle da Groenlândia “por bem ou por mal”

Presidente americano afirmou durante reunião com executivos que aquisição do território dinamarquês é crucial para segurança nacional dos EUA

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que obterá o controle da Groenlândia, território semiautônomo dinamarquês, independentemente dos meios necessários. Ele fez esta declaração nesta sexta-feira (9) durante reunião com executivos do setor petrolífero na Casa Branca, em Washington. O mandatário americano justifica seu interesse pela ilha devido à crescente presença militar de potências como China e Rússia na região ártica.

“Quero chegar a um acordo por bem. Mas, se não conseguirmos fazer da forma fácil, faremos da difícil”, disse o presidente durante o encontro. Trump considera que o controle da ilha, rica em recursos minerais, é “crucial” para os interesses de segurança nacional dos EUA.

O interesse pela Groenlândia não é recente na agenda de Trump. Após a captura do ditador Nicolás Maduro em Caracas, o presidente retomou essa antiga ambição. Em 2025, o tema ganhou maior visibilidade quando o vice-presidente J. D. Vance anunciou uma visita ao território.

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A Groenlândia está localizada entre o Oceano Atlântico e o Ártico, representando um ponto estratégico que atrai interesse americano desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os EUA já tentaram adquirir a ilha.

Uma pesquisa divulgada no final de janeiro pelo jornal dinamarquês Berlingske e pela publicação groenlandesa Sermitsiaq mostrou que 85% dos 57 mil habitantes da ilha rejeitam a possibilidade de integração aos Estados Unidos. Atualmente, 150 integrantes da Força Aérea e da Força Espacial dos EUA operam permanentemente na Base Espacial Pituffik, instalação militar americana no noroeste da Groenlândia.

Os Estados Unidos não esclareceram como pretendem concretizar a aquisição caso a Dinamarca recuse negociar a transferência do território. A situação pode gerar uma crise diplomática.

A Dinamarca integra a Otan, aliança militar ocidental com 32 países que nunca registrou um ataque direto entre seus membros. A primeira-ministra dinamarquesa expressou preocupação com as intenções americanas, alertando que qualquer ação dos EUA contra a Groenlândia poderia comprometer a existência da própria aliança.

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Trump baseou seu interesse na Groenlândia em três fatores principais: as riquezas minerais da ilha, incluindo terras raras essenciais para a indústria tecnológica e aplicações militares; as rotas marítimas estratégicas que se tornam mais navegáveis com o derretimento do gelo ártico; e a posição geográfica privilegiada do território.

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