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Hugo Motta condiciona apoio à reeleição de Lula a gestos para Paraíba

Presidente da Câmara afirma que decisão depende de contrapartidas do governo federal ao estado. Declaração foi feita durante evento em João Pessoa com ministro do Turismo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), condicionou seu apoio à possível reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a contrapartidas do governo federal para a Paraíba. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (12) durante evento em João Pessoa, onde o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, aliado de Motta, anunciou apoio federal ao pré-carnaval da capital paraibana.

“A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que, nessa construção política, entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado”, afirmou o deputado federal.

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Motta explicou que sua decisão depende de múltiplos fatores, incluindo o posicionamento do PT e as alianças regionais do Republicanos. “Isso primeiro depende do presidente, depende do partido do presidente. O que nós temos procurado dialogar — no âmbito do Republicanos e da aliança que nós temos com o governador João Azevêdo e com o vice-governador Lucas Ribeiro — é poder ter um projeto que verdadeiramente represente aquilo que o estado precisa”, declarou.

Questionado sobre o veto presidencial ao PL da Dosimetria, que estabelece penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, o presidente da Câmara disse tratar do assunto “com tranquilidade”.

“Vejo isso com muita tranquilidade. Esse é um assunto que acabou dividindo o Brasil durante todo o ano de 2025. A proposta votada na Câmara dos Deputados foi bastante dialogada e teve quase 300 votos. Agora, respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto do presidente”, afirmou.

Para derrubar um veto presidencial, são necessários no mínimo 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 no Senado Federal. A proposta aprovada na Câmara obteve aproximadamente 300 votos favoráveis.

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