Suzane von Richthofen e sua prima Silvia Magnani iniciaram uma batalha judicial pela herança de R$ 5 milhões deixada pelo médico Miguel Abdala Netto. O tio materno de Suzane, de 76 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (9/1) em sua casa na Vila Congonhas, Zona Sul de São Paulo, sem deixar herdeiros diretos.
A disputa começou quando Suzane, que cumpre pena em regime aberto desde 2023 pela morte dos pais, foi à 27ª Delegacia de Polícia na zona sul paulistana durante o fim de semana para tentar liberar o corpo do parente. Após ter o pedido negado, ela recorreu ao fórum com um pedido de tutela.
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A questão sucessória surgiu porque Miguel não deixou cônjuge, filhos ou irmãos vivos. Os parentes mais próximos são os sobrinhos Andreas e Suzane von Richthofen, além da prima Silvia Magnani, que manteve relacionamento com o médico por 14 anos.
O corpo foi encontrado após vizinhos acionarem a polícia quando funcionários estranharam a ausência do médico por dois dias. O caso está sob investigação do 27º Distrito Policial, em Moema.
Silvia providenciou o sepultamento do ex-companheiro na terça-feira (13/1), no cemitério de Pirassununga, cidade de origem da família. Em declaração ao jornal O Globo, ela afirmou: “Só estava eu no cemitério”.
Silvia revelou que o ex-companheiro “falava horrores da Suzane” e explicou o motivo: “Porque ela matou a irmã dele e deixou o sobrinho [Andreas] destruído emocionalmente”. Apesar disso, Silvia afirmou que acatará a decisão judicial sobre o destino da herança.
Andreas von Richthofen, irmão de Suzane e também potencial herdeiro, não foi localizado por Silvia. Segundo informações, ele estaria vivendo no litoral paulista.
Miguel Abdala Netto foi tutor de Andreas até que ele completasse 18 anos e também atuou como ex-inventariante de Marisia e Manfred Richthofen, mortos em 2002.
Não há informações sobre a existência de testamento deixado por Miguel Abdala Netto. Caso exista tal documento, ele prevalecerá sobre as regras de sucessão previstas em lei.
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A definição sobre quem receberá a herança estimada em R$ 5 milhões dependerá da decisão da Justiça. O caso seguirá para o Judiciário, onde será determinado o destino dos bens deixados pelo médico.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais e cumpre pena em regime aberto desde o início de 2023.
