O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração humorosa que foi interpretada como referência à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A fala ocorreu na noite desta quinta-feira (15), em São Paulo, durante cerimônia de colação de grau na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
Moraes, que atuou como paraninfo da 194ª turma da instituição, brincou sobre o tempo dos discursos dos oradores durante o evento. “Oito discursos para vocês [alunos] é um absurdo do absurdo. Vocês percebem que ninguém cumpriu os três minutos? Quase que eu tive que tomar ‘algumas medidas’. Mas eu me contive hoje, né? Acho que hoje [15/01, mesmo dia em que a transferência de Bolsonaro foi decretada] eu já fiz o que eu tinha que fazer“, declarou o ministro.
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A plateia reagiu com aplausos à declaração de Moraes, associando-a à decisão tomada pelo ministro horas antes, que determinou a mudança do local de cumprimento da prisão de Bolsonaro. O ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e foi transferido para a unidade conhecida como Papudinha.
Transferência propõe condições “ainda mais favoráveis” para Bolsonaro, afirma decisão de Moraes
Na decisão judicial que determinou a transferência, Moraes afirmou que Bolsonaro passará a cumprir sua pena em condições “ainda mais favoráveis”, mantendo-se em uma sala exclusiva com isolamento total dos demais detentos do complexo. O espaço, que poderia abrigar até quatro pessoas, será ocupado apenas pelo ex-presidente.
Bolsonaro e seus familiares vinham manifestando insatisfação com as condições na sede da Polícia Federal, especialmente quanto ao barulho do ar-condicionado central e à alimentação fornecida no local.
Ao abordar essas reclamações, Moraes destacou em sua decisão que as situações relatadas “não existem para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil”.
A transferência ocorreu para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado em Brasília. Não foram divulgadas informações sobre como o ex-presidente reagiu à mudança ou detalhes adicionais do processo de transferência.
