O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli concedeu nesta sexta-feira (16/1) uma prorrogação de 60 dias para as investigações sobre o Banco Master. A decisão atende uma solicitação da Polícia Federal, que precisa analisar provas recém-apreendidas e ouvir depoimentos dos investigados no inquérito que tramita sob sigilo desde 2025.
O regimento interno da Corte estabelece que, inicialmente, a PF dispõe de 60 dias para reunir elementos necessários à conclusão de inquéritos, podendo solicitar prorrogações mediante justificativa fundamentada.
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“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas“, escreveu Toffoli em sua decisão.
Com a nova determinação, a Polícia Federal precisará reorganizar seu cronograma de oitivas. O ministro Toffoli reduziu de seis para dois dias o período destinado à coleta de depoimentos dos investigados, que estavam originalmente programados para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro.
A investigação envolve o Banco Master e pessoas ligadas à instituição financeira, cujas identidades permanecem em sigilo. O material apreendido durante operação realizada nesta semana ainda precisa ser analisado pelos investigadores da PF, com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República.
O inquérito permanece sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que oficializou sua decisão em 16 de janeiro de 2026, quando o tribunal divulgou a informação ao público.
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