O governo iraniano reconheceu oficialmente que mais de 3 mil pessoas morreram durante as manifestações que ocorreram no país. A admissão foi feita nesta quarta-feira (21/01) pela televisão estatal, com base em dados do Ministério do Interior iraniano.
Os protestos, iniciados em 28 de dezembro do ano passado, foram motivados pela grave crise econômica que afeta o país. As manifestações perderam força na semana passada após intensa repressão das autoridades.
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A contagem oficial de mortos apresentada pelo governo iraniano contrasta significativamente com os dados divulgados pela organização de direitos humanos HRANA. Segundo esta entidade, o número real de vítimas fatais chegaria a 4.519 pessoas, incluindo 197 agentes de segurança que também perderam a vida durante os confrontos.
Representantes do governo iraniano classificaram os manifestantes como “terroristas e arruaceiros”. As autoridades alegam que os conflitos e mortes foram provocados por estes grupos, supostamente apoiados por opositores exilados e por países como Estados Unidos e Israel.
Por outro lado, a Anistia Internacional documentou ações violentas das forças de segurança contra manifestantes desarmados.
A organização relatou que agentes foram posicionados estrategicamente em ruas e telhados, incluindo prédios residenciais, mesquitas e delegacias, de onde disparavam contra os manifestantes, frequentemente mirando em áreas vitais como cabeça e tronco.
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Milhares de cidadãos iranianos participaram das manifestações que se espalharam por diversas regiões do país. Os protestos, que duraram várias semanas, foram marcados pela expressão de descontentamento popular com a situação financeira do Irã.
A Anistia Internacional afirmou ainda que as evidências indicam uma escalada coordenada no uso ilegal de força letal contra manifestantes majoritariamente pacíficos e transeuntes.




