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MBL pede investigação sobre cassino em resort ligado a Toffoli

Partido do movimento pede apuração de suposto funcionamento de jogos de azar e possíveis violações ao ECA no local

Militantes do Movimento Brasil Livre (MBL) protocolaram uma notícia-crime no Ministério Público do Paraná solicitando investigação sobre o funcionamento de um cassino informal no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A denúncia foi apresentada nesta quinta-feira (22/01) por três lideranças do movimento vinculadas ao partido Missão.

O estabelecimento, construído pela família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal , oferece aos hóspedes um espaço com jogos de cartas e máquinas caça-níquel, conhecidas na região como “videoloterias”.

Pedro D’eyrot, Luiz França e Willian Pedroso da Rocha, representantes do MBL paranaense, assinam o documento que pede apuração de possíveis infrações relacionadas à contravenção penal e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A representação argumenta que, mesmo restrita aos hóspedes, a atividade pode ser considerada ilícita se não houver autorização legal específica para seu funcionamento.

Os denunciantes afirmam que, no Paraná, as “videoloterias” só podem operar legalmente quando vinculadas a convênios formais com o governo estadual. Segundo eles, não há evidências de que o Resort Tayayá atenda a esse requisito.

O documento solicita que o MP verifique a existência de licença válida para a exploração das máquinas de jogos e se a operação está em conformidade com os parâmetros estabelecidos pela legislação local.

Outro ponto destacado na notícia-crime refere-se à circulação de menores de idade nas áreas comuns do estabelecimento, incluindo espaços próximos ao local destinado aos jogos.

Para os militantes do MBL, a simples presença de equipamentos de apostas em ambiente frequentado por crianças e adolescentes pode configurar violação ao ECA, mesmo sem acesso direto aos jogos.

O MP ainda não divulgou prazos para análise da denúncia ou possíveis desdobramentos do caso. Se acatada, poderá ser aberta uma investigação formal para apurar as alegações apresentadas.

Em declaração à imprensa, Pedro D’eyrot afirmou: “O Paraná não pode ser a Las Vegas dos amigos do Rei. Dias de sorte para alguns, e de azar para todos nós, aqui não vai colar”.

A administração do Resort Tayayá, em manifestações anteriores sobre o assunto, declarou que todas as suas atividades estão em conformidade com a legislação vigente.

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