Manifestantes se reuniram no início da noite desta quinta-feira (22) em frente à sede do Banco Master, localizada na região do Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo. O protesto foi organizado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e teve como foco críticas à condução da investigação que envolve a instituição financeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
O prédio do banco está cercado por tapumes desde a véspera, o que impediu o acesso dos manifestantes à fachada. Durante o ato, participantes exibiram cartazes e faixas pedindo mais transparência nas apurações e o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso. Frases como “Fora, Dias Toffoli” e “Vorcaro, cadê a delação?” foram entoadas ao longo da manifestação. A Polícia Militar acompanhou o protesto, que ocorreu de forma pacífica.
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O inquérito sobre o Banco Master passou a tramitar no STF após decisão de Dias Toffoli, que determinou a concentração das medidas judiciais na Corte e suspendeu procedimentos em instâncias inferiores. A justificativa apresentada foi a existência de informações econômicas sensíveis, com potencial impacto sobre o sistema financeiro. Desde então, o ministro passou a centralizar decisões relacionadas ao caso, incluindo a decretação de sigilo sobre partes da investigação.
A apuração ganhou novos desdobramentos no dia 14 de janeiro, quando a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Compliance Zero. A etapa incluiu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a familiares. Também foram autorizadas medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.
O caso teve início após suspeitas envolvendo operações financeiras da instituição, que levaram o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do banco. A medida foi contestada e acabou ampliando o debate sobre a atuação de órgãos reguladores e o impacto do episódio sobre o sistema financeiro.
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Em nota, o gabinete do ministro Dias Toffoli informou que o procurador-geral da República se manifestou favoravelmente à permanência do processo no STF e que pedidos de impedimento e suspeição foram arquivados. Segundo o comunicado, todas as solicitações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram autorizadas.
