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Banco Central exige reserva de R$ 3 bi do BRB após crise com o Master

Banco Central cobra do BRB um plano de capitalização e a reserva de R$ 3 bilhões para garantir a segurança das operações

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
Câmera Fotográfica (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

O Banco Central impôs ao Banco de Brasília (BRB) a obrigação de separar ao menos R$ 3 bilhões como forma de preservar a estabilidade de suas atividades. A medida foi tomada no contexto das dificuldades financeiras decorrentes da relação com o Banco Master, após o regulador identificar fragilidades na situação patrimonial da instituição.

De acordo com o BC, parte dos ativos registrados pelo BRB está superavaliada, o que inclui operações de crédito consignado, participações em fundos de investimento e papéis da dívida pública estrangeira. Por essa razão, a autoridade monetária determinou a constituição de uma reserva adicional, funcionando como um colchão de proteção contra eventuais perdas. A recomendação foi encaminhada ainda ao longo de 2025.

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O banco terá até o encerramento de março para apresentar um plano de reforço de capital, prazo que coincide com a finalização do balanço anual. O Banco Central espera um conjunto de iniciativas capazes de restabelecer os níveis mínimos de capital exigidos, além de mitigar os impactos causados por negócios considerados irregulares ligados ao Master.

A situação ganhou contornos mais graves após o BRB anunciar, em março de 2025, a intenção de adquirir parte do Banco Master, operação que acabou vetada pelo Banco Central em setembro por inconsistência econômica. Meses depois, em novembro, uma investigação da Polícia Federal passou a apurar suspeitas de fraude na compra de carteiras do Master, envolvendo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o empresário Daniel Vorcaro.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (23), o BRB afirmou que já estruturou alternativas para cobrir eventual déficit de capital, como a criação de um fundo imobiliário com ativos do Governo do Distrito Federal, além da possibilidade de captação junto ao Fundo Garantidor de Créditos e aportes dos acionistas controladores. As medidas dependem de aprovação da Câmara Legislativa do DF. No mesmo dia, o FGC informou que 521 mil clientes do Banco Master já foram indenizados, somando R$ 26 bilhões, o equivalente a cerca de 70% do total previsto em garantias.

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