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PF ouve 8 investigados sobre irregularidades na compra do Banco Master pelo BRB

Caso tramita no STF; crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa serão analisados

A Polícia Federal retomou os depoimentos do inquérito da Operação Compliance Zero nesta segunda-feira (26/01). A investigação apura irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Oito investigados serão ouvidos em dois dias consecutivos.

Os investigadores analisam possíveis crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa relacionados à venda de carteiras de crédito “insubsistentes” do Master ao BRB. A transação envolveu valores superiores a R$ 12 bilhões. A PF iniciou a operação após identificar indícios de fraudes na transferência de ativos entre o banco privado e a instituição pública do Distrito Federal.

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O caso começou na Justiça Federal de primeira instância, mas foi transferido para o STF por determinação do ministro Toffoli. A mudança de competência aconteceu quando a PF encontrou, durante buscas autorizadas, um contrato imobiliário entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e um deputado federal com prerrogativa de foro no Supremo.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é o principal alvo da investigação. Ele mantém extensa rede de contatos políticos em Brasília e chegou a ser preso na primeira fase da operação. Dirigentes do BRB e outros envolvidos na operação financeira também estão sob investigação.

Quatro pessoas prestam depoimento nesta segunda-feira: Dário Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB; André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada; Henrique Souza e Silva Peretto, empresário ligado à empresa que originou carteiras falsas vendidas pelo Master ao BRB; e Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master.

Para amanhã, estão agendados os depoimentos de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB; Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master; Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master; e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Os fatos investigados ocorreram principalmente em Brasília, sede do BRB. Em meio à crise financeira, o Banco Central liquidou extrajudicialmente o Banco Master em novembro de 2025. O BRB teve sua direção substituída por determinação judicial.

A investigação revelou que Vorcaro admitiu que sua instituição enfrentou crise de liquidez. Ele também reconheceu que seu modelo de negócios dependia integralmente do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Após esta etapa de depoimentos, os investigadores avaliarão se o inquérito permanecerá no STF ou retornará à primeira instância da Justiça Federal. A Operação Compliance Zero prosseguirá com a análise das provas coletadas nas duas fases já deflagradas pela PF, realizadas em novembro de 2025 e janeiro de 2026.

Os depoentes serão questionados sobre as provas levantadas pela PF durante as duas fases da operação. No final do ano passado, Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, já prestaram depoimentos. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, que não é investigado, também foi ouvido anteriormente.

O presidente do STF, Edson Fachin, manifestou apoio à condução do caso pelo ministro Dias Toffoli, defendendo a permanência do inquérito na Corte. Fachin afirmou que o STF atua na “regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo ministro relator, Dias Toffoli”.

O caso do Master gerou potenciais conflitos de interesse com ministros do STF. Descobriu-se que o banco contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Além disso, o cunhado de Vorcaro estava ligado a um fundo de investimentos que foi sócio de uma empresa no nome de dois irmãos de Toffoli em um resort no Paraná.

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