O rapper Ye, antes conhecido por Kanye West, divulgou um pedido formal de desculpas “a quem ele magoou” por suas declarações pró-nazismo feitas desde 2022.
A retratação foi publicada nesta segunda-feira (26/01) em um anúncio pago no jornal americano Wall Street Journal, poucos dias antes do lançamento de seu novo álbum, previsto para sexta-feira (30/1). Segundo a revista americana “Vanity Fair”, o anúncio foi financiado pela marca Yeezy, do próprio músico.
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No texto, o artista afirma que “perdeu contato com a realidade” e atribui seu comportamento a um acidente ocorrido em 2002 e a um episódio maníaco relacionado ao transtorno bipolar.
“Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente”, diz o comunicado.
E, outro trecho do texto, o rapper admite ter manifestado “amor” pelos nazistas, demonstrado admiração por Adolf Hitler, comercializado produtos com símbolos nazistas em 2025 e lançado uma música intitulada “Heil Hitler”.
“Nesse estado fragmentado, me aproximei do símbolo mais destrutivo que consegui encontrar, a suástica, e cheguei até a vender camisetas com ela”, afirmou.
As declarações resultaram em rompimentos com grandes marcas nos últimos anos. No Brasil, um show programado em São Paulo no ano passado foi cancelado após manifestação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e abertura de inquérito pelo Ministério Público paulista.
Na carta, o rapper lamentou suas ações e afirmou que ama o povo judeu: “Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”, escreveu o artista.
A nova declaração contraria o histórico de Ye, que em fevereiro de 2022, fez uma sequência de postagens no X, antigo Twitter, e afirmou, entre outras declarações: “Eu sou nazista” e “Eu amo Hitler”. Na ocasião, o rapper também voltou a fazer ataques à comunidade judaica, dizendo que não pretende se desculpar por falas passadas e que continuará expressando suas opiniões livremente.
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