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Bombeiros encerram buscas por vítimas de Brumadinho

Sete anos depois da tragédia em Minas Gerais, duas pessoas seguem desaparecidas

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais finalizou oficialmente as operações de busca pelas vítimas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho.

O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (26/01), exatamente sete anos após o desastre que resultou em 272 vítimas, em 25 de janeiro de 2019.

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Duas pessoas seguem desaparecidas: O mecânico industrial Tiago Tadeu Mendes da Silva e Nathália de Oliveira Porto Araújo.

O tenente Henrique Barcellos, porta-voz dos Bombeiros, confirmou o encerramento das buscas em entrevistas à TV Bandeirantes e à rádio Itatiaia. A verificação dos rejeitos da barragem foi concluída em 23 de dezembro de 2025.

A operação de busca se estendeu por mais de 2.500 dias. As equipes inspecionaram todo o volume de lama liberado pelo rompimento, e os bombeiros que atuavam em campo agora passam por processo de desmobilização.

Apesar do fim das buscas pelos bombeiros, outros órgãos do governo de Minas Gerais mantêm a operação Brumadinho ativa. “A Polícia Civil também continua fazendo o trabalho de análise, de perícia, nos seguimentos que encontramos”, afirmou Barcellos durante a entrevista.

Das 268 vítimas localizadas ao longo dos sete anos de trabalho, apenas 88 tiveram seus corpos recuperados integralmente, com cabeça, tronco e membros preservados. As outras 179 foram identificadas a partir de fragmentos corporais.

O desastre de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro de 2019 na mina Córrego do Feijão, propriedade da Vale, na região metropolitana de Belo Horizonte. O rompimento liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, devastando comunidades, áreas ambientais e o rio Paraopeba.

Um método específico foi desenvolvido para preservar os fragmentos humanos encontrados durante as buscas. As partes de corpos recuperadas são armazenadas em caixas de zinco, mantidas em um caminhão frigorífico. Após a identificação, os fragmentos são transferidos para caixas individuais com os nomes das vítimas.

Esta metodologia foi criada especificamente após a tragédia de Brumadinho. Familiares das vítimas exigiram da Vale uma solução que permitisse conservar o material biológico pelo maior tempo possível, prevendo que o processo de identificação seria prolongado. Um médico legista contratado pela mineradora desenvolveu o sistema utilizado.

A identificação das vítimas tem sido realizada principalmente através de análises de fragmentos ósseos. Os últimos tecidos moles, como pele ou cabelo, foram encontrados pelas equipes de busca em setembro de 2022. Estes tecidos são mais suscetíveis à degradação do DNA, tornando o trabalho pericial mais desafiador em comparação à análise de material ósseo.

Leia mais: O que se sabe sobre a morte do cão Orelha, animal que vivia em Florianópolis

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