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O que se sabe sobre a morte de Orelha, cão comunitário que vivia em Florianópolis

Cachorro tinha cerca de dez anos e era mascote da Praia Brava, em Santa Catarina

A Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (26/1) em endereços ligados a suspeitos da morte do cachorro Orelha, animal comunitário da Praia Brava, no Norte de Florianópolis. 

A operação foi realizada pela Delegacia de Proteção Animal, que investiga adolescentes e adultos possivelmente envolvidos no caso.

Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares e outros dispositivos eletrônicos que serão analisados. As autoridades também estão colhendo depoimentos ao longo do dia. Pelo menos quatro adolescentes foram identificados com possível participação nas agressões que levaram à morte do animal.

O cachorro Orelha desapareceu e foi posteriormente encontrado em estado grave. Uma das pessoas que cuidavam do animal o localizou durante uma caminhada e o levou a uma clínica veterinária, onde foi necessário realizar eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Mobilização comunitária após a morte do animal

Orelha era um dos três cães mascotes da Praia Brava, todos cuidados pela comunidade local, que disponibilizava casinhas e alimento para os animais. O cachorro tinha aproximadamente dez anos e era reconhecido por frequentadores e moradores da região.

A Associação de Moradores da Praia Brava emitiu uma nota na sexta-feira (17/1) destacando a importância do animal para a comunidade: “Orelha fazia parte do cotidiano do bairro há muitos anos e era cuidado de forma espontânea pela comunidade, tornando-se um símbolo simples, porém muito querido, da convivência e da relação de cuidado que muitos mantêm com o espaço e com os animais que aqui vivem.”

No sábado (17), moradores realizaram a primeira manifestação pública pedindo justiça. No último sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas que caminharam pela região com camisetas personalizadas e cartazes com frases como “Justiça Por Orelha”.

Repercussão nas redes sociais

A mobilização ganhou as redes sociais com moradores e protetores compartilhando fotos com a hashtag #JustiçaPorOrelha. No domingo (25), as atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui publicaram vídeos lamentando o ocorrido e pedindo providências das autoridades.

A cantora Ana Vilela também lamentou a morte do cãozinho: “um cão dócil, idoso, querido por todos, ter sua vidinha tirada de uma maneira tão cruel por criaturas tão perversas que foram motivadas somente pelo prazer que a certeza da impunidade traz”.

O empresário e morador da região, Silvio Gasperin, relatou como o animal foi encontrado: “Em uma caminhada, acharam ele jogado e agonizando. Recolheu, levou ao veterinário… precisa de justiça, né?”

Mário Rogério Prestes, aposentado que cuidava dos cães, afirmou: “Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado”.

Protetores independentes, ONGs e institutos ligados à causa animal em SC também têm se manifestado pedindo a identificação e punição dos responsáveis conforme a legislação. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados nem detalhes sobre os resultados das buscas realizadas.

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