A cantora Katy Perry e outras celebridades norte-americanas pediram que os cidadãos entrem em contato com os parlamentares e se manifestem contra o assassinato de dois cidadãos por funcionários federais da imigração durante repressão à imigração do governo Trump em Minnesota.
Perry pediu a seus seguidores do Instagram na segunda-feira (26/1) que escrevam para seus senadores dos EUA e os incentivem a se opor ao financiamento do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), que faz parte do Departamento de Segurança Interna.
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As mortes neste mês de Renee Good, mãe de três filhos, e do enfermeiro de terapia intensiva Alex Pretti provocaram manifestações contra o aumento de agentes do presidente Donald Trump em Minnesota.
O astro de “The Last of Us” Pedro Pascal postou desenhos de Good e Pretti no Instagram com a mensagem: “Pretti Good reason for national strike”, “Ótimo motivo para uma greve nacional” em tradução livre.
Na legenda, o ator escreveu: “A verdade é uma linha divisória entre um governo democrático e um regime autoritário. O Sr. Pretti e René Good estão mortos. O povo americano merece saber o que aconteceu”.
Em uma postagem nas redes sociais, a cantora Billie Eilish, chamou Pretti de “um verdadeiro herói norte-americano” e pediu que outros levantem suas vozes: “Ei, meus colegas celebridades, vocês vão se manifestar?”.
A Associação Nacional de Jogadores de Basquete, o sindicato dos jogadores da NBA, emitiu uma declaração no domingo dizendo que os jogadores “não podem mais permanecer em silêncio”.
“Agora, mais do que nunca, devemos defender o direito à liberdade de expressão e nos solidarizar com as pessoas em Minnesota que protestam e arriscam suas vidas para exigir justiça”, afirmou a associação.
Autoridades do governo Trump disseram que as mortes recentes foram atos de autodefesa dos policiais, embora as evidências em vídeo das cenas contradissessem essa caracterização.
As celebridades norte-americanas têm se manifestado com frequência em favor de causas sociais e políticas. Muitos criticaram a brutalidade policial após o assassinato de George Floyd e a ofensiva do aliado dos EUA, Israel, em Gaza.
Por Reuters
