O advogado tributarista Luís Garcia, sócio do Tax Group e atuante nas áreas do Direito Empresarial e Direito Econômico, falou ao vivo com a TMC nesta sexta-feira (30/01) sobre os recentes desdobramentos do caso do Banco Master e sobre a nomeação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed) dos EUA.
Garcia vê o escândalo do Banco Master como “caso grave”, principalmente porque a segurança do sistema financeiro não pode ser “entendida como frágil”, pois pode “fragilizar todo um sistema que depende dele”.
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O advogado também aproveitou para traçar um paralelo entre sua fala e a nomeação de Kevin Warsh: para ele, se o presidente de uma reserva “não tiver independência (…), órgãos que façam esse suporte”, questões políticas acabam colocando pressão indevida no setor financeiro.
“Nós não conseguimos, em nenhum lugar do mundo, abstrair totalmente a questão política (…) uma vez colocado num cargo desse, você vai sofrer pressões políticas, especialmente de quem te colocou lá”, afirmou Luís Garcia.
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O também administrador de empresas pela FGVe elucidou os mecanismos que fazem o Federal Reserve, dos EUA, funcionarem: “Tem garantias técnicas e institucionais, e até obrigações e responsabilizações desses cargos (…) uma vez estabelecidos, você tem a capacidade de fiscalização, de acompanhamento e de punição“.
A cobrança da população, para Garcia, é instrumental. O advogado defende que os cidadãos brasileiros demandem punições severas nos julgamentos relacionados ao Banco Master.
