Doença da urina preta atinge três pessoas após consumo de pacu no Amazonas

Casos foram confirmados em Itacoatiara, a 270 km de Manaus, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do estado; pacientes apresentaram sintomas nove horas após as refeições

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Divulgação/FVS-RCP
Foto: Divulgação/FVS-RCP

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmou três casos da síndrome de Haff, conhecida popularmente como “doença da urina preta”, em Itacoatiara, município localizado a 270 km de Manaus. Os pacientes desenvolveram a doença após consumirem pacu preparado em casa. A FVS-AM divulgou as informações na quinta-feira (29/01).

Dois casos foram registrados em junho e um em dezembro de 2025. Entre os pacientes diagnosticados, dois pertencem à mesma família. Todos residem na zona urbana de Itacoatiara, município que já enfrentou surtos da mesma doença em 2021 e 2023.

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Os exames realizados nos pacientes identificaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L, de acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas. Os sintomas, que incluíram urina escura, fraqueza e dores musculares intensas, apareceram aproximadamente nove horas após as refeições.

O pescado foi consumido frito ou assado em ambiente doméstico. A síndrome de Haff é causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas específicas, que provocam reação no organismo humano.

A doença é classificada como uma rabdomiólise, condição que causa a destruição das fibras musculares. Quando isso acontece, proteínas musculares são liberadas na corrente sanguínea, sobrecarregando os rins e causando o escurecimento da urina, sintoma característico que origina o nome popular da doença.

Não há tratamento específico para a síndrome de Haff. O boletim da FVS-AM não informa se existem outros casos suspeitos em investigação no estado ou se foram identificadas as fontes específicas de contaminação dos peixes consumidos pelos pacientes.

“Mesmo com o número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente, pois está associada ao pescado, um alimento amplamente consumido pela população amazonense. A vigilância ativa é norteadora para proteger a saúde da população e orientar medidas de prevenção“, afirmou em nota Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS.

A FVS-AM mantém o monitoramento de possíveis novos casos da doença no estado, principalmente em regiões onde o consumo de pescado é elevado, como Itacoatiara.

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