A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro retoma nesta terça-feira (3), os trabalhos de 2026 com a primeira sessão do ano após o recesso parlamentar. Na pauta oficial, os deputados devem analisar o projeto de lei que cria o ICMS da Educação, exigência para garantir a distribuição de recursos federais destinados ao setor. O clima no plenário, no entanto, é de tensão, com as atenções voltadas para a sucessão no Governo do Estado e o comando da própria Alerj.
Desde o afastamento de Rodrigo Bacellar, a presidência da Casa é ocupada de forma interina pelo vice-presidente Guilherme Delaroli. Bacellar foi preso sob suspeita de ter vazado informações de uma operação da Polícia Federal contra o deputado TH Joias, investigado por ligação com o Comando Vermelho. A prisão acabou revogada pelos parlamentares, mas Bacellar decidiu se licenciar do cargo.
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Por estar no posto de forma interina, Delaroli não pode assumir o Governo do Estado em eventual ausência do governador Cláudio Castro. O Rio segue sem vice-governador desde que Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. Com isso, na linha sucessória aparecem Bacellar e, logo depois, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Rodrigo Couto.
Com Cláudio Castro em viagem oficial pela Europa, quem exerce atualmente a função de chefe do Executivo estadual é o presidente do Tribunal de Justiça. A possibilidade de Castro deixar o Palácio Guanabara até abril, para disputar o Senado, amplia a pressão política e pode abrir um vácuo de poder.
Nos bastidores da Alerj, cresce a cobrança para que Bacellar renuncie à presidência da Casa. O movimento permitiria que Delaroli assumisse o comando definitivo e conduzisse o rito da eleição indireta para governador, que precisa ocorrer dentro do prazo legal de até 30 dias. Caso Bacellar permaneça no cargo, o presidente do TJ terá que assumir temporariamente o governo e conduzir o processo sucessório.
