A Olimpíada de Inverno de Milão-Cortina 2026 custou mais do que o orçamento inicial, os preparativos enfrentaram prazos quase impossíveis, mas os organizadores conseguiram cumprir a maior parte do que foi planejado inicialmente, disse o presidente-executivo dos Jogos, Andrea Varnier, nesta terça-feira (3/02).
Os organizadores italianos ainda estão correndo para concluir algumas das instalações antes da cerimônia de abertura na sexta-feira (6/02), tendo enfrentado intensa pressão e um orçamento crescente.
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Inicialmente, o orçamento para a realização dos Jogos era de cerca de 1,3 bilhão de dólares, mas esse valor subiu para mais de 1,7 bilhão de dólares, com outros custos de infraestrutura associados também aumentando, incluindo 3,5 bilhões de dólares em dinheiro público.
“Esta jornada provou ser ainda mais árdua do que se imaginava inicialmente, com desafios e dificuldades, alguns esperados e outros inesperados e provavelmente desnecessários”, disse Varnier à sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI) em seu relatório final de progresso antes do início dos Jogos.
“A situação financeira do nosso comitê organizador tem sido extremamente difícil ao longo dos anos”, afirmou ele. “Precisamos, no entanto, reconhecer que os Jogos custaram mais do que o inicialmente previsto no orçamento da candidatura.”
“Vocês não encontrarão nestes Jogos tudo o que poderiam esperar ou tudo o que originalmente queríamos ter”, acrescentou.
A candidatura original de Milão-Cortina incluía vários locais existentes ou temporários, mas, no meio dos preparativos, os organizadores decidiram construir um novo centro multimilionário em Cortina, que enfrentou prazos muito apertados.
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A construção da nova pista de gelo foi veementemente contestada pelo COI, que queria que os anfitriões utilizassem um local já existente — possivelmente em um país vizinho, considerando que Áustria, Suíça e França, bem como a vizinha Alemanha, têm pistas de gelo.
Os organizadores também estão correndo para concluir o estádio de hóquei no gelo Santagiulia, que foi testado apenas em janeiro.
“Há momentos em que um comitê organizador precisa operar em condições de emergência, e os Jogos de Milão-Cortina foram certamente um desses casos”, disse Varnier. “Com prazos extremamente apertados… trabalhamos sob pressão constante vinda de todos os lados.”
Por Reuters
