O Santos passa por um início de temporada conturbado em 2026. Até o momento, a equipe de Juan Pablo Vojvoda tem apenas uma vitória em sete partidas, além de três derrotas e três empates. No Campeonato Paulista, o Peixe é o primeiro time fora da zona do rebaixamento, com seis pontos somados em seis partidas, apenas dois a frente do Velo Clube, primeira equipe do ‘Z-2’.
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Na manhã desta terça-feira (3/2), faixas de protesto contra o presidente Marcelo Teixeira foram estendidas na Vila Belmiro. Antes, o presidente chegou a mencionar que projetos estratégicos, como a nova Arena e a SAF, incomodam aqueles que tentam criar crises.
“Esses avanços, naturalmente, incomodam alguns, que se aproveitam dos resultados iniciais da temporada de 2026 para tentar criar “crises” desinteressados na concretização desses projetos”, afirmou o presidente.
Rodrigo Marino, conselheiro do Santos e candidato a presidência do clube por duas eleições seguidas, ironizou as afirmações de Marcelo Teixeira.
“Eu acho que realmente o presidente tá com a razão. Os avanços realmente incomodam e o Santos tá avançando rumo à Série B do Paulistão agora, né? Então, realmente isso tá incomodando muito a torcida. Talvez ele estivesse falando desse tipo de avanço e a gente entendeu que ele estava falando do clube. Realmente esse avanço desse momento do Santos está incomodando demais a torcida”, ironizou Marino.
Sobre os protestos desta terça-feira (3/2), Rodrigo rechaçou a possibilidade de se tratar de um incômodo acumulado do torcedor e ressaltou que, em sua opinião, o problema é a atual gestão.
“A gestão iniciou, não foi bem desde o começo. O presidente vem com esse discurso dele de reconstrução e as atitudes dele não condizem primeiro com a grandeza do Santos e segundo com a realidade do Santos Futebol Clube. Um time que foi pra Série B, consegue retornar no primeiro ano e faz contratações desse nível”, disse Marino, que enfatizou os problemas nas contratações de Billal Brahimi, Mayke e Tiquinho Soares.
“Se você mergulhar um pouco nessas contratações, o Billal Brahimi, por exemplo, ganhava R$ 60.000, 10 mil euros no time que ele jogava. Ele veio pro Santos e dizem que ele ganhava R$ 1,3 milhão aqui. Você pega o Mayke, lateral que vinha em baixa no Palmeiras, ganhava R$ 250 mil no Palmeiras, dizem que o salário dele aqui é R$ 1 milhão. Você pega o Tiquinho Soares, que vinha em baixa no Botafogo, o Santos pagou R$ 19 milhões para ter o jogador e o salário dele lá que era R$ 1 milhão, o Santos passou para R$ 1,5 milhão. Gastou-se demais, contratou muito mal e fica sempre nesse discurso de que está reconstruindo, tem a Arena, fica com essas cortinas de fumaça, com esse discurso, mas que na verdade o time não tá andando.“
Marino também afirmou que, mesmo com o alto valor gasto, o elenco é fraco para a disputa do Campeonato Brasileiro.
“O elenco do Santos é fraco para disputar para disputar o Brasileiro. Imagina esse ano que vão disputar quatro campeonatos ao mesmo tempo. A situação realmente é muito preocupante. O torcedor talvez tenha chegado num limite do aceitável quando o presidente vem e dá uma entrevista dizendo que está tudo bem e que essa reclamação é uma reclamação política.”
Rodrigo Marino respondeu sobre uma possível falta de ânimo no elenco e citou as chegadas de Neymar, no ano passado, e Gabigol, na atual temporada, como cenários que poderiam ter motivado o elenco.
“No ano passado chegou o Neymar e o elenco não foi. Esse ano chegou o Gabriel (Barbosa) e o elenco não está indo. O treinador é teimoso? Sim, o treinador é teimoso, mas tem uma série de desencontros que acontecem. Por exemplo, o presidente vem e diz que o treinador pediu tal jogador. No dia seguinte, o treinador fala: ‘Não, eu não pedi’. Estou falando do do Billal Brahimi”, afirmou Marino, que também criticou o trabalho de Vojvoda.
“Com certeza nós temos sérios problemas no dia a dia do CT. O treinador está envolvido naquele meio, já mostrou que é teimoso com algumas coisas, já mostrou que não gosta muito de jogar com os meninos da base e ele vai insistir com a formação que ele tem. Não vai andar, infelizmente não vai andar. Vamos lá, o que mudou do jogo de domingo pro jogo de amanhã? Não mudou nada. O time é o mesmo, o elenco é o mesmo, a motivação é a mesma ou menos porque vem de derrota e e amanhã entra muito pressionado.”
Sobre a atuação do pai de Neymar no dia a dia do clube, Marino comenta que é a favor, mas que é preciso esclarecer as funções dele.
“Eu acho que essa aproximação é normal, mas única coisa que incomoda é o torcedor do Santos, o Conselho Deliberativo do Santos, é ninguém saber exatamente qual é o papel do pai do Neymar no Santos, qual é, de verdade, o lugar do pai do Neymar no Santos. Agora, falar contra o que o pai do Neymar fez é loucura. Loucura da parte de qualquer um, né? Ele foi ali, construiu, viabilizou a construção daquela parte do CT para a categoria de base. E algumas outras melhorias que o pai do Neymar trouxe pro clube. É inegável falar que se houveram alguns avanços do clube, quem trouxe esses avanços foi o pai do Neymar e não foi o presidente, né?”
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