O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (04/02), quase perdendo os 180 mil pontos no pior momento do dia, em um movimento de correção na bolsa paulista após recordes recentes, com bancos entre as maiores pressões, assim como a Totvs, que desabou mais de 13%.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 2,14%, aos 181.708,23 pontos, após chegar a 180.268,54 pontos na mínima do dia. Na máxima, marcou 185.670,99 pontos. O volume financeiro somou R$ 36,98 bilhões.
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A queda ocorreu após o Ibovespa renovar recorde na véspera, quando ultrapassou os 187 mil pontos pela primeira vez no melhor momento do pregão. Até a terça-feira, considerando o fechamento, o índice acumulava alta superior a 15% em 2026.
Na avaliação do head da área de investimentos da Gravus Capital, Paulo Monteiro, a queda no pregão paulista reflete um movimento global, observado também em outros mercados emergentes, como o México.
Monteiro destacou que a bolsa brasileira é bastante sensível ao cenário externo e que, assim como o forte fluxo de capital estrangeiro no mês passado sustentou a alta do Ibovespa, qualquer piora no humor dos mercados impacta os negócios.
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“O mercado sente de forma rápida, como vimos hoje”, afirmou.
Nos Estados Unidos, Wall Street aprofundou perdas à tarde, pressionada por ações de empresas de software, diante de receios relacionados à inteligência artificial. As vendas, no entanto, perderam força, e o S&P 500 encerrou em queda de 0,51%.
Já estrategistas do Santander Brasil não descartam uma acomodação após o rali de janeiro, mas avaliam que o fluxo estrangeiro deve seguir forte em mercados emergentes, com destaque para o Brasil.
- Por Reuters
