O político opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa foi libertado da prisão neste domingo (8/2) em Caracas, após quase nove meses de detenção. A informação foi confirmada por meio de comunicado divulgado pela família do político. Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado, líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, estava preso desde maio de 2025.
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O Foro Penal, organização que monitora a situação de presos políticos na Venezuela, confirmou ter verificado 383 libertações desde 8 de janeiro, quando o governo venezuelano anunciou uma nova rodada de solturas. As autoridades do país, por sua vez, divulgam números maiores, afirmando que quase 900 pessoas foram libertas, mas não especificam o cronograma dessas solturas e aparentemente incluem casos de anos anteriores na contagem.
A soltura de Guanipa ocorre em um contexto de pressão dos Estados Unidos para que o governo venezuelano libere pessoas detidas por motivos políticos. O governo de Caracas iniciou as libertações em janeiro deste ano como resposta às exigências internacionais.
Antes da libertação, familiares de Guanipa haviam conseguido visitá-lo no início do mês pela primeira vez em meses, relatando que ele apresentava boa condição de saúde física.
Guanipa foi detido em maio do ano passado após passar dez meses foragido. As autoridades venezuelanas o acusaram de liderar um suposto complô terrorista, alegações que tanto sua família quanto seu movimento político negam.
Ao ser liberto, o político declarou: “Dez meses escondido e quase nove meses detido aqui. Há muito o que conversar sobre o presente e o futuro da Venezuela, sempre com a verdade em primeiro plano.”
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, propôs uma “lei de anistia” para centenas de presos no país. A legislação já passou por uma votação inicial na Assembleia Nacional esta semana, mas ainda precisa de uma segunda aprovação para entrar em vigor.
Rodríguez também anunciou planos para transformar o Helicoide, centro de detenção em Caracas frequentemente denunciado por organizações de direitos humanos como local de abusos contra prisioneiros, em um centro de esportes e serviços sociais.
María Corina Machado celebrou a libertação de seu aliado em manifestação na plataforma X, onde também pediu a soltura de todos os presos políticos venezuelanos.
