A dançarina e atriz Natacha Horana volta a desfilar pela Gaviões da Fiel no carnaval paulistano após ter ficado quatro meses presa na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. A jovem foi capturada em novembro de 2024, durante a “Operação Argento”, que investigou Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi solta em março de 2025.
A operação foi conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado. As autoridades suspeitavam que Natacha atuava como “laranja” de Valdeci, com quem manteve um relacionamento.
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Segundo os promotores do MP-RN, entre 2014 e 2024, Natacha movimentou mais de R$ 15 milhões em suas contas bancárias, valor considerado incompatível com sua renda declarada. Durante a Operação Argento, o órgão acusador denunciou a bailarina e outras 17 pessoas à Justiça, pedindo o bloqueio de R$ 2,2 bilhões em bens dos investigados.
“Eu não cometi nenhum crime. Eles estão me associando com isso, mas meu advogado está provando a minha inocência. Fui solta porque eles não tinham prova suficiente para me manter presa. Infelizmente a Justiça demora, mas eu confio que ela vai ser feita. Infelizmente tive que passar por isso, ser presa por uma coisa que não fiz”, declarou Natacha ao g1.
Valdeci Alves dos Santos está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Ele foi detido em abril de 2022, durante uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sertão de Pernambuco, quando viajava com Natacha. O líder do PCC é suspeito de ter lavado mais de R$ 23 milhões.
Como se defendeu
Na época da prisão, a defesa de Natacha emitiu nota classificando a ação do MP-RN como “abusiva e injustificada”.
“Conforme se demonstrou no processo, sua menção e prisão foi um equívoco porque ela jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo. E, diante disso, e principalmente pela inexistência de indícios de seu envolvimento e motivos para a continuidade dessa medida, aguarda-se o exame de pedidos feitos visando o imediato restabelecimento de sua liberdade e dignidade”.
Com quase 1 milhão de seguidores no Instagram, a dançarina se descreve como “escritora em construção”, pois planeja publicar um livro de memórias sobre sua experiência na prisão.
A Gaviões da Fiel será a quarta escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi no dia 14 de fevereiro, com apresentação marcada para 1h45 da madrugada. O enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã” celebrará a luta, resistência e legado dos povos indígenas do Brasil.
