A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, evitou esclarecer se o presidente Donald Trump conversou por telefone com autoridades policiais de Palm Beach sobre Jeffrey Epstein em meados dos anos 2000.
A questão foi abordada nesta terça-feira (10/02) durante coletiva de imprensa, após a divulgação de documentos do FBI que mencionam um suposto contato entre Trump e o Departamento de Polícia da cidade da Flórida.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
“Foi uma ligação telefônica que pode ou não ter acontecido em 2006, eu não sei a resposta para essa pergunta”, afirmou Leavitt aos jornalistas presentes.
Os registros recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sugerem que Trump teria expressado apoio à detenção de Epstein, financista acusado de crimes sexuais. De acordo com os documentos, o atual presidente americano teria declarado: “Graças a Deus vocês estão o detendo. Todo mundo sabe que ele está fazendo isso”.
A ligação mencionada nos documentos teria sido feita para Michael Reiter, então chefe de polícia de Palm Beach, durante investigações sobre Epstein conduzidas pelas autoridades locais. Além do comentário sobre a detenção, Trump também teria relatado que esteve próximo a Epstein em uma ocasião quando adolescentes estavam presentes, e que “saiu correndo de lá”.
O FBI incluiu esses detalhes em registros que fazem parte do material divulgado pelo Departamento de Justiça americano. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autenticidade da ligação, já que a Casa Branca não validou nem refutou a existência do contato.
Leavitt sugeriu que, caso a comunicação tenha realmente ocorrido, isso apenas reforçaria a versão já apresentada por Trump sobre seu relacionamento com Epstein. “O que estou dizendo é o que o presidente Trump sempre disse: que expulsou Jeffrey Epstein de seu clube Mar-a-Lago porque Jeffrey Epstein era um crápula, e isso continua sendo verdade”, declarou a porta-voz durante a coletiva.
Segundo a secretária de imprensa, se confirmada, a ligação “corroboraria” a narrativa de Trump de que ele teve um desentendimento com Epstein no início dos anos 2000 e rompeu relações com ele.
Leia mais: Primeiro-ministro britânico nega renúncia em meio a escândalo do caso Epstein
