Salgueiro encerra desfiles do Grupo Especial com homenagem a Rosa Magalhães na Sapucaí

Escola de samba da Zona Norte carioca apresentou enredo sobre a carnavalesca que faleceu em 2024 e conquistou sete títulos no carnaval do Rio, com destaque para bateria e carro de som

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Reprodução/Globo
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O Salgueiro encerrou as apresentações do Grupo Especial do Carnaval do Rio na madrugada desta terça-feira (18/02). A tradicional escola da Zona Norte carioca levou para a Sapucaí um tributo à carnavalesca Rosa Magalhães, que faleceu em 2024, aos 77 anos, e conquistou sete títulos no principal grupo do carnaval carioca.

O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira não explorou aspectos biográficos de Rosa, concentrando-se em sua produção artística e na formação de sua identidade profissional. A proposta foi apresentada de maneira objetiva ao público presente no Sambódromo.

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A homenagem aconteceu dois anos após o falecimento da artista, que começou sua trajetória no Carnaval em 1971, precisamente no Salgueiro, onde fez parte da equipe de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, juntamente com Maria Augusta, Licia Lacerda e Joãosinho Trinta. Como carnavalesca principal, Rosa assinou apenas um enredo para a agremiação vermelha e branca, em 1990.

Rosa Magalhães construiu uma história de sucesso na “Maior Festa da Terra”, somando sete campeonatos no Grupo Especial: cinco pela Imperatriz Leopoldinense, um pelo Império Serrano e outro pela Unidos de Vila Isabel.

Os componentes do Salgueiro foram os protagonistas do desfile, com destaque para a Comissão de Frente que trouxe referências à biblioteca pessoal da carnavalesca. O abre-alas também fez alusão ao vasto conhecimento de Rosa Magalhães.

A apresentação ocorreu no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, palco tradicional dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro. O aspecto visual incluiu alegorias de grande porte e fantasias luxuosas, embora tenham sido notadas algumas falhas de acabamento que podem resultar em penalizações.

Algumas alegorias também enfrentaram dificuldades para entrar e se deslocar pela avenida. Sidclei Santos e Marcella Alves, que formam o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira há 12 anos, executaram uma apresentação tecnicamente correta.

As fantasias utilizadas pela dupla valorizaram seu bailado, tornando-o mais expressivo. A bateria “Furiosa”, comandada pelos irmãos Guilherme e Gustavo Oliveira, apresentou bossas e paradinhas que mantiveram excelente andamento durante todo o desfile.

Viviane Araujo, rainha de bateria do Salgueiro há 18 anos, destacou-se novamente em sua função. O carro de som, sob o comando de Igor Sorriso, foi outro ponto alto da apresentação.

Leia mais: Viviane Araújo chora na concentração do Salgueiro antes de desfile na Sapucaí

O samba-enredo teve boa execução, contribuindo para que a escola da Zona Norte completasse seu desfile sem dificuldades significativas, finalizando as apresentações do Grupo Especial com uma performance vibrante.

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