O Palácio do Comércio, edifício que abriga a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), foi atingido por um incêndio na noite desta quinta-feira (26/02), na região da Sé, centro da capital paulista. As chamas começaram por volta das 22h20 no mezanino do terceiro pavimento. Ninguém se feriu no incidente.
O Corpo de Bombeiros controlou o fogo durante a madrugada e deixou o local. Às 5h desta sexta-feira (27/02), um novo foco surgiu no segundo andar do prédio. Os agentes retornaram para combater as chamas.
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Causa do incêndio
O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio foi provocado por uma falha no sistema de ar-condicionado do edifício. A USP divulgou nota afirmando que o fogo foi “possivelmente provocado por um equipamento de ar-condicionado, que atingiu parte do forro e telhado do edifício”.
A corporação explicou que as duas ocorrências foram distintas. As chamas do primeiro incêndio estavam concentradas no teto, provavelmente causadas por problemas no sistema de ar-condicionado. O segundo foco apareceu no piso do edifício.
“Vamos ter certeza após o laudo pericial, mas tudo dá a entender que a segunda ocorrência foi distinta da primeira. Não foi uma reignição”, afirmou Sérgio Paim, capitão do Corpo de Bombeiros.
Estrutura preservada
A estrutura do edifício não ficou comprometida, segundo os bombeiros. A USP informou que não havia nenhum material de acervo histórico na parte atingida pelo fogo.
O segundo andar, onde surgiu o segundo foco de incêndio, é usado apenas para aulas esporádicas ou eventos. Havia apenas cadeiras no local.
Interdição parcial
A universidade informou que “o edifício foi parcialmente interditado, para realização de laudo técnico de segurança. As aulas seguirão normalmente no prédio histórico e no edifício Dalmo Dallari”.
A direção da faculdade, equipes administrativa, de segurança e de manutenção permaneceram no local durante toda a madrugada. A Defesa Civil e a Polícia Civil também foram acionadas.
A USP afirmou que “os bombeiros foram imediatamente chamados pela segurança da FD e controlaram o incêndio”. A direção e integrantes da administração acompanharam a situação durante toda a madrugada, “tendo chamado o corpo de bombeiros por mais duas vezes para controlar novos focos de incêndio (rescaldo)”.
A administração da USP reclamou do fato de os bombeiros terem deixado o local e depois precisarem retornar para apagar outro incêndio.




