Marcelo Lopes da Silva atuava como procurador-geral do Instituto Rio Metrópole, autarquia do Governo do Rio, e é acusado de emitir pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular de contratos. O Ministério Público aponta que ele acobertava o esquema criminoso, dando uma “roupagem lícita a atividades que não tinham objeto pertinente”.
Ao todo, na operação, foram seis pessoas presas, sendo um deles o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e três diretores da autarquia, incluindo Maurício Knoploch, pai do deputado estadual Alexandre Knoploch, do PL. Além do mandado de prisão, ele ainda foi preso em flagrante, por estar com munição de arma de fogo.
Entre os presos, está também um delegado da Polícia Civil do Rio. O procurador-geral de Justiça, Antônio José Moreira, disse que a investigação foi conjunta com Governo do Estado a partir de auditorias internas e que foi identificado um ambiente institucional voltado à corrupção.
O esquema investigado movimentou mais de 86 milhões de reais de dinheiro público em um contrato com duas empresas, entre 2022 e 2026. A partir dessas empresas, foram feitos contratos fictícios com uma ONG, o Instituto BIO, apontado pela investigação como uma entidade de fachada, de onde o dinheiro era sacado em espécie.
Segundo o MPRJ, essa foi só uma das investigações contra o Instituto Rio Metrópole, que é uma autarquia do Governo do RJ feita para coordenar o planejamento de políticas públicas para os 22 municípios da região.




