Estados Unidos e Israel realizaram uma operação militar conjunta contra o Irã na madrugada deste sábado (28/02). Explosões atingiram a capital Teerã e outras quatro cidades iranianas. O ataque matou 40 estudantes de uma escola feminina no sul do país. Israel informou que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos da ação.
O Exército israelense divulgou neste sábado imagens dos ataques realizados contra território iraniano. As forças de Israel atingiram centenas de alvos no oeste do Irã.
Veja as imagens:
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Mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e instalações usadas pelo líder supremo em Teerã. A agência estatal iraniana Fars reportou explosões também em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.
As forças israelenses afirmam ter atingido “centenas de alvos militares iranianos”, incluindo lançadores de mísseis. O espaço aéreo iraniano foi fechado após os ataques.
Agências iranianas confirmaram a morte de 40 estudantes de uma escola de meninas no sul do Irã durante o ataque.
Objetivos declarados da operação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o objetivo do ataque é destruir o programa nuclear iraniano e “defender o povo americano” de ameaças. Militares dos EUA afirmam que a ação pode durar dias. O Pentágono classificou a operação como “fúria épica”.
Trump declarou em vídeo divulgado nas redes sociais: “Garantiremos que os representantes terroristas do regime não possam mais desestabilizar a região ou o mundo, e que o Irã não obtenha uma arma nuclear.” Este regime aprenderá em breve que ninguém deve desafiar a força e o poder das forças armadas dos Estados Unidos”.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a operação visa “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã”. Netanyahu declarou ainda que a ação “criará condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino”.
A operação ocorre após semanas de negociações entre os EUA e o Irã na tentativa de fechar um acordo que limite ou encerre o programa nuclear iraniano.
Situação dos líderes iranianos
Autoridades de Israel afirmaram que o aiatolá Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos do ataque. Os resultados da ação ainda não estão claros, segundo informações da agência Reuters.
Fontes disseram à Reuters que Ali Khamenei não está em Teerã. Não há detalhes sobre seu paradeiro. A agência estatal iraniana IRNA afirmou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança.
Trump incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime dos aiatolás. O presidente dos EUA instou militares iranianos a se renderem ou irão “enfrentar a morte certa”.
Resposta do Irã
O Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense em resposta aos ataques. Sirenes de alerta foram acionadas em Israel.
Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes. Esses países têm bases norte-americanas.
Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos. Uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas.
O governo do Irã prometeu uma resposta “feroz” a qualquer tipo de ataque dos EUA, mesmo que seja limitado. O país já indicou que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, classificou o ataque como “feroz” e uma “matança” sem “limites”.
Negociações sobre programa nuclear
A última reunião entre os EUA e Irã para discutir o programa nuclear aconteceu na quinta-feira (26/02), em Genebra. Os enviados americanos avaliaram as negociações como positivas. As partes haviam acertado se encontrar na próxima segunda-feira (02/03).
Os Estados Unidos querem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio. O governo americano teme que o país construa uma bomba nuclear. O governo iraniano afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.
Segundo a imprensa americana, os EUA também querem restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos. O governo americano quer encerrar o apoio iraniano a grupos armados no Oriente Médio. O Irã havia indicado que aceitava limitar o programa nuclear. O país estava disposto a reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.
Presença militar americana na região
Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio nas últimas semanas. O país enviou os porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford. As embarcações se somaram a navios de guerra e às bases militares já mantidas pelos norte-americanos na região.
Os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã. O país mantém tropas em outras nove bases. Há ainda relatos do envio de aeronaves para a Europa e Israel.
O Irã realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Imagens de satélite mostram também que o país tem fortificado e camuflado suas instalações nucleares.
Protestos e repressão no Irã
A pressão americana sobre o Irã ganhou força no início do ano. Uma onda de protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei ocorreu no país. O governo iraniano reagiu aos atos com forte repressão. Milhares de manifestantes morreram.
Trump ameaçou o regime com uma ação militar caso a “matança” continuasse. Os atos enfraqueceram diante da repressão brutal. O presidente dos EUA passou então a exigir um acordo nuclear. As negociações começaram nesse momento.
Por volta do dia 20 de fevereiro, o Irã voltou a registrar protestos. Estudantes retomavam o semestre estudantil. Teerã novamente advertiu os manifestantes a não ultrapassarem “limites”.
Situação econômica iraniana
O Irã enfrenta dificuldades econômicas há anos. O país foi impactado principalmente pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos. A medida foi adotada em 2018. Trump deixou um acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano naquele ano.
Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025. O presidente retomou uma política de pressão máxima contra o Irã. Em setembro, sanções também foram impostas pelas Nações Unidas. O governo iraniano realizou reuniões para tentar evitar um colapso econômico.
A situação também foi agravada pelo conflito entre Irã e Israel em junho. Forças israelenses e dos EUA realizaram ataques contra alvos ligados ao programa nuclear iraniano naquela ocasião.
A população iraniana passou a enfrentar inflação elevada, acima de 40% ao ano. O descontentamento também cresceu diante da desigualdade entre cidadãos comuns e a elite do país. Denúncias de corrupção no governo aumentaram o descontentamento.
O presidente do Banco Central do Irã renunciou ao cargo no fim de dezembro. A mídia iraniana afirmou que políticas recentes de liberalização econômica pressionaram a moeda local. A desvalorização foi rápida.
O rial iraniano perdeu cerca de metade do valor em relação ao dólar somente em 2025. A moeda atingiu a mínima histórica neste mês.
Estrutura política iraniana
O Irã é uma república teocrática desde a Revolução Islâmica de 1979. A autoridade máxima é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele está no poder há mais de 30 anos.
O regime é alvo de críticas por violações de direitos humanos. Restrições a liberdades sociais são frequentes, especialmente entre os mais jovens. Esse grupo encabeçou vários protestos nos últimos anos.
Histórico de tensões entre Irã e Estados Unidos
Irã e Estados Unidos vivem relações tensas há décadas. Os países acumulam desavenças desde 1979. A Revolução Islâmica implantou o regime dos aiatolás naquele ano. O regime dura até hoje.
Os dois países trocaram uma série de hostilidades desde então. Os EUA apostaram em sanções econômicas e embargos comerciais para pressionar o Irã. O objetivo principal é evitar que o país desenvolva armas e apoie grupos armados no Oriente Médio.
As relações tiveram certa estabilização durante o governo de Barack Obama. Isso contribuiu para o acordo histórico de 2015. O tratado limitava o programa nuclear iraniano.
Trump retirou os EUA do tratado dois anos depois. O presidente afirmou que o Irã continuava em uma corrida armamentista. Trump retomou sanções econômicas.
Os dois países viveram uma grande crise no início de 2020. O governo Trump lançou uma operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani. Ele era a principal figura da estratégia militar iraniana. Soleimani era muito próximo do líder supremo.
Os EUA lançaram um ataque ao Irã no ano passado em apoio a Israel. O objetivo era destruir instalações nucleares iranianas. O bombardeio resultou em um contra-ataque limitado contra uma base americana na região. Um acordo de cessar-fogo foi firmado.
