Rollins, auxiliar do presidente Donald Trump, afirmou que “a tarifa desleal de 18% imposta pelo Brasil ao etanol americano reduziu as exportações do produto dos EUA para o país em mais de 87% desde 2018”. A declaração veio à tona no contexto da nova tarifa de 25% que os EUA anunciaram contra produtos brasileiros no dia 15, em uma disputa que envolve pecuária, soja e etanol.
Segundo Rollins, a tarifa brasileira é “desleal” e prejudica diretamente os produtores americanos. A auxiliar de Trump também afirmou que o etanol americano vive seu ano de maior força e que o governo Trump está “lutando para abrir mercados, garantir condições de concorrência justas e colocar os agricultores e produtores dos Estados Unidos em primeiro lugar”. O auxiliar também agradeceu o presidente dos Estados Unidos por “proteger os fazendeiros americanos”.
A disputa não começou agora. O Representante do Comércio dos EUA (USTR) abriu uma investigação sobre o Brasil no ano anterior, com base na Seção 301 da Lei do Comércio de 1974, um mecanismo que permite aos EUA investigar práticas comerciais consideradas injustas por parceiros. O anúncio da tarifa de 25% veio depois, no dia 15.
O USTR também acusou o Brasil de permitir que sua agropecuária se beneficie de desmatamento. Para embasar essa acusação, o órgão usou dados da gestão Bolsonaro, segundo o governo Lula.
O rebate do governo brasileiro
O governo brasileiro rejeitou as acusações. Em nota, afirmou que o argumento sobre desmatamento é infundado. O governo Lula também contestou o uso de dados antigos, da gestão anterior, para avaliar as práticas ambientais do país hoje.
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Na prática, a disputa afeta diretamente o agronegócio brasileiro, um dos setores que mais geram receita de exportação para o país. Com a tarifa americana de 25%, produtos como soja e carne ficam mais caros para o comprador americano, o que pode reduzir as vendas.
Antes do anúncio da nova tarifa, no ano passado, a China já havia absorvido parte da produção agrícola brasileira que deixou de ir para os EUA. O movimento mostra como o Brasil buscou outros destinos para compensar a perda de mercado americano após o anúncio da tarifa de 25% no dia 15.




