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Claudio Lottenberg avalia o impacto humanitário do conflito entre Israel, EUA e Irã

Presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein ressaltou a ética do exército de Israel e classificou ataques americanos como respostas

Claudio Lottenberg, presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Instituto Coalizão Saúde, falou com a TMC sobre sua avaliação dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã dentro do contexto geral do Oriente Médio e o impacto humanitário que o conflito pode gerar na região.

Antes de avaliar as consequências das ações deste sábado (28/01), Lottenberg destacou o que se passa no cotidiano de Israel.

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O impacto humanitário acontece todos os dias em Israel. Os terroristas não abandonam Israel desde a fundação do Estado judeu. A presença do Hezbollah, do Hammas, tanto no Sul quanto no Norte de Israel, os ataques do grupo Houthis, que se estabelece principalmente no Catar, isso é uma lição de terrorismo, onde não se poupa nenhuma vítima de natureza civíl.”

Com relação aos ataques de hoje, Lottenberg avalia como um “fracasso das relações diplomáticas das Nações Unidas”.

“Quanto ao que está acontecendo neste momento, nós estamos assistindo um fracasso das relações diplomáticas e de uma liderança da organização das Nações Unidas, que tem, hoje, na presença do Irã, o grande catalisador desse terrorismo. Este Irã, que no fundo se prepara para a produção de uma arma nuclear e que avisou que deseja e irá exterminar Israel e varrer Israel do mapa matando todos os judeus dentro e fora do país”, afirmou.

“Com o fracasso dessas tentativas, surge um cenário em que alguma medida tem que ser tomada, e a que está sendo tomada pelos Estados Unidos representa algo que é muito importante para o Oriente Médio. Um dos grandes avanços que tivemos no Oriente Médio foram os acordos de Abraão. Esse acordo, que juntou Israel, Bahrein, Emirados Árabes… está criando um cenário de relacionamento, onde os árabes não querem mais participar de um cenário de beligerância com Israel, fazendo o que o Egito fez lá atrás, há algumas décadas, quando o presidente Sadat acertou um acordo com o primeiro ministro Menachem Begin. Em cima disso, o Irã, que é um sistema Teocrático, que funde a instância do poder político com o religioso, não aceita a existência de Israel e não pactua das relações entre esses países árabes que querem criar um cenário de estabilidade porque é um país Xiita, absolutista”, completou.

Lottenberg também avaliou os ataques dos Estados Unidos como sendo uma resposta às ações iranianas.

“Os Estados Unidos tomaram uma medida, depois de muita conversa, isso vem sendo protelado. Logicamente, em cima disso, existe uma resposta efetiva, que aliás é uma resposta, porque, é bom lembrar, que o Irã também está atacando. Não só Israel, está atacando uma série de países.”

Quanto aos ataques a civis, Lottenberg afirmou que o exército do Estado de Israel é ético e colocou em cheque a veracidade das informações vindas de agências iranianas.

“Ninguém ataca civis. Se existe um exército ético, é o exército do Estado de Israel. De fato saíram algumas informações que vocês sendo da imprensa sabem melhor do que eu, que as fontes de informação das agências iranianas não são as mais fidedignas e as mais éticas. Vamos aguardar para ver se isso de fato realmente aconteceu.”

Leia Mais: Arlindo Chinaglia avalia atuação do governo brasileiro ao condenar ataques ao Irã

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