Por 215 votos a 208, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quarta-feira (03/06), uma resolução que obriga o presidente Donald Trump a buscar autorização do Congresso antes de realizar novos ataques ao Irã. O texto segue agora para o Senado, que tem até duas semanas e meia para analisá-lo.
A margem foi estreita. Quatro parlamentares do Partido Republicano se somaram aos democratas para garantir a aprovação. Os democratas usaram uma manobra regimental para forçar a análise do texto em prazo reduzido, sem depender da pauta definida pela liderança da Câmara.
A Casa Branca afirmou que restringir os poderes presidenciais para ações militares é inconstitucional. Caso o Senado também aprove a resolução, a expectativa é que Trump recorra à Justiça para tentar derrubá-la.
O Senado já havia aprovado, no mês anterior, uma medida semelhante — voltada a obrigar o encerramento das operações militares no Oriente Médio. Aquele texto, porém, não chegou a ser submetido a votação final e permanece parado no Congresso.
Eleições no horizonte
Parte dos republicanos demonstra preocupação com o impacto político do conflito. O confronto com o Irã elevou os preços dos combustíveis e pode pesar no desempenho do partido nas eleições legislativas de novembro, quando quase todas as cadeiras da Câmara e parte do Senado serão renovadas.
No Senado, os republicanos detêm a maioria. A aprovação da resolução dependerá de apoio bipartidário — ou seja, de votos de parlamentares dos dois partidos.
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