A Enel Distribuição São Paulo identificou o acúmulo de gases inflamáveis em uma galeria subterrânea como causa da explosão que abriu uma cratera na Rua da Consolação, em São Paulo. O comunicado da concessionária foi divulgado nesta terça-feira (03/03).
A explosão rompeu o asfalto e criou um buraco que afetou as três faixas de tráfego da Rua da Consolação. Câmeras de segurança registraram o momento exato do incidente. Um motorista que estacionava seu veículo no local foi surpreendido por fragmentos de asfalto arremessados pela força da explosão. Equipes já fecharam o buraco.
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A Enel informou que a explosão “foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea”. A concessionária realizou medições no local para avaliar riscos. A empresa declarou que, “após as medições realizadas no local, que indicaram não haver riscos, o buraco foi fechado e devidamente tampado”. A origem dos gases inflamáveis ainda não foi determinada.
A distribuidora esclareceu que a rede elétrica subterrânea não sofreu danos. “No local, há apenas cabos de energia, sem equipamentos como transformadores”, informou a empresa. A Enel declarou que “segue investigando o caso e que o local continuará sendo monitorado”.
Já a Comgás informou que “as equipes técnicas realizaram análise detalhada no local e não identificaram vazamentos na rede de distribuição da companhia. Essa conclusão é respaldada pela ausência de etano e de outros componentes característicos do gás natural, conforme aferido pelos equipamentos de medição utilizados em campo. A inexistência desses elementos descarta a hipótese de presença de gás natural proveniente das redes da Comgás no ambiente”.
As três faixas da Rua da Consolação foram liberadas ao tráfego cerca de 30 horas após a explosão. A Enel mantém o acompanhamento da área para garantir a segurança. A investigação sobre a origem dos gases inflamáveis prossegue.
