A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado suspendeu o depoimento de João Carlos Falbo Mansur, fundador da Reag. A oitiva estava marcada para esta terça-feira (03/03). O empresário comunicou à comissão que não compareceria ao Senado Federal, em Brasília.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) divulgou nota em que confirma o cancelamento dos trabalhos. “A Comissão reforça que as convocações foram regularmente expedidas. Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou facultativa a presença do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que informou não comparecerá e poderá prestar esclarecimentos por escrito”.
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“Quanto ao fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur, a Secretaria da Comissão Parlamentar de Inquérito entrará em contato com seu advogado para remarcar a oitiva para a próxima semana, sob pena de adoção das medidas legais cabíveis, inclusive condução coercitiva, assegurando a continuidade dos trabalhos investigativos”, completa a nota.
Investigações sobre a Reag
A Polícia Federal investiga a empresa por suspeita de participação em operações de lavagem de dinheiro. Uma das apurações em curso é a Operação Carbono Oculto. A investigação apura um esquema relacionado ao setor de combustíveis com envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Fundos sob administração da Reag teriam sido utilizados para realizar movimentações financeiras consideradas atípicas pelas autoridades. As informações constam nas investigações da Polícia Federal.
A CPI do Crime Organizado foi criada após a repercussão de uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV). A ação resultou em 121 mortos em outubro de 2025.
Não há nova data definida para a oitiva de Mansur. O relator Alessandro Vieira informou que o empresário sinalizou intenção de reagendar seu depoimento.
