Caso Master: PF diz que ‘Sicário’ cometeu suicídio na prisão, mas Secretaria não confirma

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte e foi levado ao hospital após ser socorrido

Por Redação TMC | Atualizado em
(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (04/03), que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, teria cometido suicídio nas dependências da Superintendência da corporação em Minas Gerais. Segundo a PF, o detento foi encontrado desacordado em sua cela.

Contudo, a versão oficial da PF diverge das informações prestadas pelo Governo do Estado e pela equipe médica. Por volta das 21h, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais emitiu uma nota afirmando que a morte de Luiz Phillipi ainda não havia sido confirmada. Segundo o órgão, o paciente seguia sob cuidados intensivos no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital João XXIII.

Pouco depois, às 21h45, a unidade hospitalar informou que estava dando início ao protocolo para a confirmação de morte cerebral, procedimento padrão que exige uma série de testes clínicos e exames complementares antes de oficializar o óbito.

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Defesa contesta cronologia

A defesa de “Sicário” manifestou surpresa com o ocorrido. Em nota, os advogados afirmaram que estiveram pessoalmente com Luiz Phillipi até as 14h de ontem, ocasião em que ele apresentaria “plena integridade física e mental”.

“A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal”, declarou a defesa.

A corporação informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), e que todos os registros em vídeo sobre a ocorrência serão disponibilizados às autoridades competentes. A PF também anunciou a abertura de procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

Mourão foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira. Ele era apontado pela Polícia Federal como coordenador de um núcleo de intimidação ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De acordo com as investigações, o grupo seria responsável por monitoramento e coleta de informações sobre autoridades, jornalistas e outros alvos, além de suposta atuação na remoção de conteúdos digitais e na mobilização de equipes para vigilância presencial. A defesa de Mourão informou que ele negava as acusações. O caso segue sob apuração.

Leia mais: “A Turma”: veja quem são os acusados de formar “milícia privada” de Daniel Vorcaro

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