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Fabiano Farah
Fabiano Farah Mais sobre o autor

Fabiano Farah é jornalista, atuando na profissão desde 1995. Setorista do Santos FC, soma décadas de jornalismo esportivo, com experiência na cobertura de eventos nacionais e internacionais. No comando do canal "E SÓ DÁ SANTOS", ele traz para a TMC informações exclusivas e uma análise apaixonada sobre o Peixe.

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Santos: O renascimento do Peixe tem preço de ouro

O histórico clube de Pelé caminha para se tornar SAF com oferta recorde de 350 milhões de euros do grupo Saint Dominique

Por Fabiano Farah | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Raul Baretta/Santos FC)

O futebol brasileiro está prestes a presenciar um terremoto financeiro que pode mudar as regras do jogo para sempre. O Santos FC, um dos maiores bastiões da tradição e do romantismo futebolístico, recebeu uma oferta que soa mais como ficção científica do que realidade de mercado: 350 milhões de euros (cerca de R$ 2,1 bilhões) por 80% de suas ações.

Por trás do cheque está o grupo Saint Dominique, um fundo de investimento dos Estados Unidos que parece disposto a apostar alto na reconstrução do Peixe. Após o impacto do inédito rebaixamento e o atual estágio de reestruturação, essa injeção de capital não apenas sanaria as contas, mas colocaria o Santos em uma galáxia financeira distinta da maioria de seus rivais sul-americanos.

Os detalhes da operação
O cronograma já está traçado. O clube entra agora em um período crítico de 90 dias para análise e auditoria. Durante esse tempo, a diretoria e o conselho deverão analisar com lupa cada cláusula antes de dar o passo definitivo para a transformação oficial em SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Diferente de outras vendas recentes no Brasil, como as de Cruzeiro ou Botafogo, o montante oferecido pelo Saint Dominique eleva o sarrafo a níveis europeus. É um sinal claro de que, apesar dos tropeços esportivos recentes, a marca Santos continua sendo uma das mais potentes e respeitadas do planeta.

As linhas vermelhas: O fator “O Rei” e Neymar
Um detalhe crucial nesta negociação é o que não está à venda. Foi confirmado que a empresa do pai de Neymar, que detém a valiosíssima marca Pelé, não faz parte deste acordo.

Este é um movimento estratégico para ambos os lados:

Para o clube: Mantém uma conexão vital com sua identidade histórica e legado.

Para o fundo: Simplifica a compra dos ativos operacionais do futebol sem entrar na complexidade jurídica dos direitos de imagem globais do Rei do Futebol.

Salvação ou perda de identidade?
O debate na Vila Belmiro promete ser intenso. Por um lado, a cifra é astronômica e necessária para modernizar a infraestrutura e devolver o time à elite competitiva. Por outro, o receio de entregar o controle do “Santuário” ao capital estrangeiro sempre gera atrito em uma torcida tão apaixonada.

O fato inegável é que o Santos está na encruzilhada mais importante de sua história centenária. Se a venda for concretizada, não estaremos falando apenas de uma transação financeira, mas do início de uma nova era onde o DNA de Pelé e Neymar se encontrará com a gestão pragmática do capital norte-americano.

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