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Moraes nega visitas a mansão de R$ 300 mi de Vorcaro em Trancoso e viagens com banqueiro

Gabinete do ministro afirma que ele jamais realizou viagens particulares com banqueiro e que análise técnica dos dados telemáticos comprova inexistência de mensagens entre ambos

Por Redação TMC | Atualizado em
Ministro Alexandre de Moraes , relator na Ação Penal na terceira Sessão do julgamento do caso Marielle Franco no STF.
Câmera Fotográfica (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O gabinete do ministro Alexandre de Moraes divulgou nota oficial neste domingo (8/3) refutando que o ministro tenha frequentado imóvel do banqueiro Daniel Vorcaro em Trancoso, na Bahia. O posicionamento contesta publicação do jornal “O Globo”.

A manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) responde diretamente à reportagem divulgada pela manhã deste domingo. O texto jornalístico afirmava que o magistrado teria visitado residência de Vorcaro em Brasília e propriedade avaliada em R$ 300 milhões no litoral baiano.

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“É integralmente falsa a afirmação publicada pelo blog de Lauro Jardim de que o ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso”, declarou o gabinete. A nota acrescenta: “O ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino”.

O comunicado enfatiza: “Reitera que nunca esteve na propriedade citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros”.

Esta é a segunda manifestação do gabinete de Moraes sobre o caso em três dias. Na sexta-feira (06/03), o STF já havia contestado a autenticidade de mensagens atribuídas ao ministro encontradas no celular do ex-proprietário do Banco Master.

Segundo o gabinete, “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos.”

O STF informou: “Os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

As mensagens teriam sido trocadas via WhatsApp em 17 de novembro de 2025, data da prisão de Vorcaro. A informação também foi publicada pelo “O Globo”. O conteúdo não aparece diretamente na tela do aplicativo porque o link da mensagem direciona ao bloco de notas do celular do empresário.

O gabinete informou que os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos arquivos investigados não serão divulgados. Segundo a nota, essas informações não podem ser mencionadas “em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa”.

O ministro André Mendonça determinou abertura de inquérito para investigar vazamento de mensagens sigilosas. A decisão atendeu pedido da defesa de Daniel Vorcaro. A investigação apurará as circunstâncias do vazamento de conteúdo protegido por sigilo judicial.

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