O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, afirmou em entrevista no Papo de Craque 2, da TMC, que pretende representar o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, no Conselho de Ética do clube após um forte desentendimento entre os dois dirigentes ocorrido durante reunião no Parque São Jorge. O mandatário, quando questionado, não negou que a iniciativa possa abrir caminho para um eventual processo de impeachment contra Tuma.
A discussão aconteceu na segunda-feira (09/03) em meio ao encontro que tratava da reforma do estatuto corintiano. Durante o debate, os dirigentes trocaram acusações diante de conselheiros, o que acabou gerando tumulto no auditório. O clima esquentou, houve troca de ofensas e empurrões, e a reunião acabou interrompida.
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Segundo Stabile, a decisão de levar o caso ao Conselho de Ética ocorreu após Tuma, em uma conversa privada, ter feito uma ameaça e tentado interferir na condução da gestão do clube. O presidente afirmou ter ficado surpreso com a postura do dirigente durante o episódio.
“Eu vou fazer uma representação a pedido dele. Ele saiu daqui e falou: ‘Se ele quiser, ele que faça uma representação no Conselho de Ética’, e eu vou fazer a representação”, declarou Stabile.
Questionado se a representação pode resultar em um pedido de impeachment, o presidente não descartou a possibilidade. “Eu faço a representação, o Conselho de Ética que verifica se vai ter impeachment ou não”, acrescentou o mandatário alvinegro.
Stabile também relatou surpresa com o teor da conversa que teria ocorrido entre os dois dirigentes. “Eu fiquei perplexo na hora que ele falou. Eu não acreditei que era isso. Eu olhei e perguntei até se tinha ouvido a mais”, relatou o cartola alvinegro.
O dirigente também evitou especular sobre o que Romeu Tuma Júnior teria pretendido com a suposta ameaça. Questionado sobre qual seria a exigência do presidente do Conselho, Stabile disse que a resposta deveria ser dada pelo próprio dirigente. “Você pergunta para ele. Eu também não sei”, afirmou, ao comentar a frase atribuída a Tuma: “Ou faz o que eu quero ou eu te f…”.
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Nos bastidores do Corinthians, conselheiros apontam que o embate também pode estar relacionado ao cenário político do clube. Quando Stabile assumiu o comando do clube, havia um acordo informal de que ele não disputaria a presidência na eleição marcada para o fim do ano.
Entretanto, o cenário pode ter mudado após a atual gestão conquistar a Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil, resultados que ampliaram o prestígio do dirigente junto à torcida e parte do conselho. Em entrevista à TMC, Stabile também preferiu se esquivar ao ser questionado sobre se será candidato.




