Faltam três meses pra Copa do Mundo de Futebol, que vai ser nos Estados Unidos, México e Canadá. É um mundial que há tempos está sendo extremamente politizado e a guerra no Irã acrescentou mais um capítulo nessa história, porque o ministro dos esportes do Irã disse em uma entrevista que não tem como a seleção iraniana ir pra Copa do Mundo.
Ele afirmou que “desde que esse governo corrupto assassinou o nosso líder, não temos condições de participar da Copa. Nossas crianças não estão seguras”. O presidente da Federação de Futebol do Irã também deu a entender algo semelhante.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dos anfitriões do Mundial, disse recentemente que não está nem aí se o Irã vai pra Copa ou não, mas reforçou que o time é bem-vindo. Os torcedores, por sua vez, não são bem-vindos porque o Irã é um dos países que estão em uma lista cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos Estados Unidos por questão de segurança.
Mas se o Irã realmente desistir, quem entra no lugar deles? Bom, não existe um precedente recente para isso, mas o regulamento da FIFA pra Copa do Mundo diz que se algum país desiste mundial, recebe uma multa.
Em último caso, a federação pode até ser expulsa. Isso seria muito difícil de acontecer. E vejam, a FIFA tem autonomia para substituir a seleção que desiste por qualquer outra.
Ou seja, não precisaria necessariamente ser do mesmo continente, mas faria sentido que seja. O Irã se classificou através das eliminatórias asiáticas. Nesse momento, duas seleções aparecem como potenciais candidatas.
Uma delas é o Iraque, que vai disputar os play-offs esse mês, que vão definir as últimas vagas para Copa. A outra opção é os Emirados Árabes, que ficaram logo atrás e perderam aí nessa reta final para o Iraque.
Um detalhe é que seis jogadoras da seleção nacional feminina do Irã estão na Austrália e receberam vistos humanitários porque estavam disputando a Copa Asiática por lá, se recusaram a cantar o hino nacional antes da partida e agora estão com medo de retaliações se voltarem para casa.
Lembrando que, por enquanto, essa ameaça de desistência fica apenas na teoria. A decisão final teoricamente é da Federação de Futebol do Irã.
Portanto, a estreia do país na Copa continua marcada pro dia 15 de junho contra a Nova Zelândia em Los Angeles.