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Ferrari quer estrear asa traseira inovadora apelidada de “Macarena” no GP da China

Dispositivo amplia capacidade de giro em relação às asas convencionais e será testado no Treino Livre do GP de Xangai

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Hamad I Mohammed/Reuters)

A Ferrari planeja estrear uma asa traseira com giro de 180º no Treino Livre 1 do GP da China. A sessão está marcada para esta sexta-feira (13/03), no Circuito Internacional de Xangai. A Fórmula 1 divulgou a informação sobre o equipamento que será utilizado pela primeira vez no segundo GP da temporada.

A escuderia italiana desenvolveu uma inovação aerodinâmica que amplia a capacidade de rotação da asa traseira. O dispositivo opera através da aleta superior. As asas convencionais realizam uma rotação de 90º. A solução da Ferrari adiciona uma rotação de 180º além da posição horizontal, totalizando 270º.

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A movimentação ocorre quando o piloto ativa o modo de reta no sistema de aerodinâmica ativa. O recurso foi introduzido pelo regulamento da categoria em 2026.

O heptacampeão mundial Lewis Hamilton elogiou o trabalho da equipe de Maranello pela rapidez no desenvolvimento do componente. O britânico destacou que a previsão inicial era de que o equipamento ficasse pronto apenas em uma data posterior.

“Estou muito grato à equipe por isso, porque na verdade era algo que estava previsto para acontecer mais adiante, e eles trabalharam muito duro para desenvolvê-lo e trazê-lo para cá”, disse Hamilton.

A inovação foi apresentada ao público em fevereiro, durante a pré-temporada realizada no Bahrein. O componente recebeu o apelido de “Macarena”, em referência ao sucesso musical do grupo Los del Río.

Estimativas indicam que a asa contribui para a produção de downforce e para a redução do arrasto aerodinâmico. O downforce consiste na pressão aerodinâmica que mantém o veículo próximo ao solo. Isso proporciona maior estabilidade e velocidade nas curvas.

A redução do arrasto diminui a força contrária ao deslocamento do carro. Esse efeito funciona como consequência do excesso de downforce e compromete a velocidade nas retas.

Não há confirmação de que a Ferrari utilizará efetivamente a nova asa durante o campeonato. As informações sobre o desempenho real do componente permanecem especulativas até os testes em pista.

Caso equipes concorrentes desejem replicar a solução técnica, será necessário redesenhar completamente a asa traseira. O processo demanda tempo e exige cuidados para evitar o desbalanceamento do carro.

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