A Rússia disse nesta terça-feira (17/03) ter solidariedade inabalável a Cuba, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que espera ter a honra de “tomar Cuba” e que pode “fazer o que quiser” com a república insular comunista.
Sem mencionar Trump explicitamente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou séria preocupação com a escalada da tensão em torno do que chamou de “Ilha da Liberdade”.
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“A Rússia reafirma sua solidariedade inabalável com o governo e o povo fraterno de Cuba”, disse o ministério.
“Condenamos veementemente as tentativas de interferência grosseira nos assuntos internos de um Estado soberano, a intimidação e o uso de medidas restritivas unilaterais ilegais.”
Trump intensificou a pressão econômica sobre Cuba, impondo um bloqueio de petróleo que prejudicou seu já obsoleto sistema de geração de energia.
O jornal “The New York Times” informou que a remoção do presidente cubano Miguel Díaz-Canel do cargo é um dos principais objetivos dos EUA. Citando quatro pessoas familiarizadas com as conversas, o Times disse que os norte-americanos sinalizaram a negociadores cubanos que Díaz-Canel deve sair, mas estão deixando os próximos passos a cargo dos cubanos.
O Kremlin disse estar em contato com a liderança cubana e que Moscou está pronta para fornecer toda a assistência possível.
“Hoje, a ilha enfrenta desafios sem precedentes, que se tornaram resultado direto do embargo comercial, econômico, financeiro e, mais recentemente, do embargo energético dos EUA contra Cuba”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
A Rússia disse que forneceu e continuará “a fornecer a Cuba o apoio necessário, incluindo apoio financeiro”. Os russos foram privados de um aliado quando os Estados Unidos derrubaram o líder venezuelano Nicolás Maduro, embora tenham se beneficiado dos altos preços do petróleo desencadeados pelo ataque dos EUA e de Israel ao Irã, um parceiro estratégico de Moscou.
Cuba foi um aliado próximo da Rússia por décadas após a revolução comunista de 1959, que levou Fidel Castro ao poder, até o colapso da União Soviética. Mais recentemente, Moscou apoiou a ilha com financiamento e bens materiais.
Por Reuters




