Entenda por que o título da Venezuela na Copa do Mundo de beisebol é histórico

Segunda nação latino-americana a conquistar o título, a Venezuela se junta à República Dominicana, campeã em 2013, na lista de vencedores do torneio

Por Redação TMC | Atualizado em
Povo venezuelano comemora a vitória de seu país sobre os EUA na final da Copa do Mundo de Beisebol em Caracas. (Foto: Maxwell Briceno/Reuters)
Povo venezuelano comemora a vitória de seu país sobre os EUA na final da Copa do Mundo de Beisebol em Caracas. (Foto: Maxwell Briceno/Reuters)

A seleção de beisebol da Venezuela derrotou os Estados Unidos por 3 a 2 na final da Copa do Mundo de beisebol 2026. A partida terminou na madrugada desta terça-feira (17/03), no loanDepot Park, em Miami e deu ao país sul-americano o troféu da competição pela primeira vez na história, desencadeando comemorações por toda Caracas.

O resultado também colocou a Venezuela como a segunda nação latino-americana campeã do torneio. A República Dominicana havia vencido a competição em 2013. Os Estados Unidos perderam a segunda final consecutiva do torneio, conhecido também como Clásico Mundial de Beisebol.

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O arremessador canhoto Eduardo Rodriguez e os relevistas venezuelanos limitaram os americanos a três rebatidas até a sétima entrada. A equipe produziu seis rebatidas durante o jogo. Os Estados Unidos conseguiram três rebatidas no total.

Maikel Garcia abriu o placar na terceira entrada com uma rebatida de sacrifício que impulsionou a primeira corrida. Wilyer Abreu ampliou a vantagem para 2 a 0 na quinta entrada. O rebatedor acertou um home run de 414 pés contra o novato Nolan McLean.

Bryce Harper empatou a partida em 2 a 2 na oitava entrada. O jogador americano conectou um home run de duas corridas. O jogo seguiu empatado até a nona entrada.

Luis Arraez recebeu um boleto no topo da nona entrada. O corredor emergente Javier Sanoja roubou a segunda base. Eugenio Suarez rebateu uma dupla decisiva que permitiu a corrida do título.

Daniel Palencia fechou o jogo com uma entrada perfeita. O arremessador registrou seu terceiro salvamento no torneio. Palencia encerrou a partida com um strikeout em Roman Anthony.

Aaron Judge e Paul Skenes estavam em campo representando os Estados Unidos na final. O estádio em Miami estava majoritariamente a favor da Venezuela durante a partida.

Reações políticas e celebrações

A vitória carregada de conotações políticas gerou reações imediatas. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu na rede social Truth Social que a Venezuela se tornasse um novo estado norte-americano. “Estado”, publicou o chefe de Estado na terça-feira, reiterando um comentário anterior de segunda-feira, quando celebrou a vitória da Venezuela sobre a Itália na meia-final: “Coisas boas têm acontecido à Venezuela ultimamente. Qual será o segredo… 51.º Estado?”.

A líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, celebrou a conquista. “Somos campeões do mundo! Que orgulho ser venezuelana; obrigada, malta!”, publicou a líder em uma mensagem na rede social X, com emojis da bandeira venezuelana e outros que fazem lembrar ‘arepas’, um prato típico do país.

O Vente Venezuela, o partido de Corina Machado, também celebrou o triunfo: “Chegamos ao auge do basebol; com mística, disciplina e excelência. Esta vitória é a prova de que os venezuelanos são imparáveis”. Outro dirigente da oposição, Andrés Velásquez, declarou na rede social X que “a Venezuela será livre”.

A comemoração da vitória uniu os venezuelanos que, sem distinção de inclinação ou posição política, se juntaram às felicitações. A vitória consolida a posição da Venezuela entre as principais forças do beisebol internacional. O resultado celebra a tradição do país no esporte.

O contexto político da conquista ocorre após o Departamento de Estado dos Estados Unidos ter anunciado, a 5 de março, um acordo com o Governo interino da Venezuela para “restaurar as relações diplomáticas e consulares”, dois meses após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Em 10 de março, o Departamento de Estado notificou o tribunal de Nova Iorque responsável pelo processo contra Maduro de que tinha reconhecido formalmente Delcy Rodríguez como chefe de Estado da Venezuela.

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