A demissão de Juan Pablo Vojvoda e o anúncio de Cuca como novo técnico do Santos abriram espaço para questionamentos sobre a condução do clube fora de campo. O comentarista Fabiano Farah apontou falhas na estratégia adotada pela diretoria e destacou episódios que, segundo ele, expõem fragilidades na gestão.
Farah chama atenção para a alta rotatividade no comando técnico recente e compara o cenário com modelos mais estáveis no futebol brasileiro.
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“Acho que é o 15º ou 16º técnico… a comparação com o Abel, que é o mais longevo nesse período, mostra bem o cenário”, afirmou.
Bastidores e timing da decisão
Segundo o comentarista, o processo de substituição já vinha sendo articulado antes mesmo da demissão oficial. Ele relata que o primeiro contato com Cuca ocorreu após o empate com o Mirassol, em reunião no CT Rei Pelé.
“Ali houve o primeiro contato com o Cuca… isso é praxe no futebol, é protocolar. Você negocia e ganha tempo”, explicou.
No entanto, Farah avalia que o clube demorou para agir de forma definitiva.
“O Santos esperou a instituição sangrar para trocar de técnico. Esperou um tropeço para anunciar o Cuca”, disse.
Críticas à comunicação do clube
Outro ponto levantado envolve a forma como a demissão foi comunicada. Para Farah, houve ausência de lideranças do clube no momento do anúncio, o que reforça a percepção de desorganização.
“O presidente tinha voo marcado, o vice não apareceu, ninguém foi anunciar a demissão. Isso é uma vergonha”, declarou.
Ele também citou que a comunicação oficial ficou a cargo de membros da equipe de comunicação, sem a presença de dirigentes, o que, na avaliação dele, fragiliza a imagem institucional.
Impacto financeiro e cenário interno
Farah ainda mencionou o impacto financeiro da decisão, indicando que o pagamento da multa rescisória pode se arrastar.
“Ele já sabe que vai demorar para receber… são mais de R$ 10 milhões”, afirmou.
A troca de comando ocorre em um momento de pressão por resultados e reorganização interna. A chegada de Cuca representa mais uma tentativa do Santos de estabilizar o desempenho dentro de campo, enquanto os bastidores seguem no centro do debate.
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