Antes da bola rolar para Alemanha x Curaçao, neste domingo (14/06), pela Copa do Mundo 2026, um gesto chamou atenção. Shaun Evans, australiano supervisor do VAR na partida, apareceu fazendo o sinal de unir polegar e indicador em círculo, o mesmo associado a grupos supremacistas brancos. A Alemanha venceu por 7 a 1, mas o placar ficou em segundo plano nas redes sociais.
Imagens do momento circularam rapidamente. Internautas marcaram o perfil da Fifa nos comentários, cobrando explicações. Até o fechamento desta matéria, a entidade não havia se manifestado sobre o caso.
O que há por trás do gesto
O sinal em si é antigo e, por muito tempo, significou apenas ‘ok’. A virada aconteceu em 2017. Usuários do fórum 4chan lançaram uma campanha falsa dizendo que o gesto formava as letras ‘w’ e ‘p’, abreviação de white power. A brincadeira saiu do controle.
Grupos extremistas adotaram o símbolo como código de identificação. A Liga Antidifamação (ADL), organização americana de combate ao antissemitismo e ao ódio, incluiu o gesto em sua base de dados de símbolos de ódio. A BBC também documentou a origem dessa associação.
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Quem é Shaun Evans
Natural da Austrália, Evans começou no apito como assistente na A-League, a liga nacional australiana. Em 2012, foi promovido a árbitro principal. Cinco anos depois, em 2017, passou a integrar o quadro de árbitros da Fifa.
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Em 2022, esteve na cabine do VAR durante a Copa do Mundo no Catar. A Copa de 2026 seria mais uma edição sob os holofotes, mas não da forma que ele esperava.




