O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou constrangimento durante reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nesta quinta-feira (19/03) na Casa Branca. Uma jornalista japonesa perguntou por que Trump não informou aliados sobre planos militares contra o Irã. O presidente respondeu fazendo referência ao ataque japonês a Pearl Harbor, ocorrido em 1941.
“Não queríamos dar muitos sinais… queríamos surpreendê-los. Quem sabe mais sobre surpresas do que o Japão? Por que vocês não nos avisaram sobre Pearl Harbor?”, declarou Trump. A premiê japonesa franziu os lábios e arregalou os olhos ao ouvir a declaração.
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O ataque a Pearl Harbor aconteceu em 7 de dezembro de 1941. Forças japonesas bombardearam a base naval norte-americana no Havaí sem aviso prévio. A operação afundou embarcações militares e destruiu aeronaves. Mais de 2 mil pessoas morreram.
Os Estados Unidos declararam guerra ao Japão no dia seguinte, em 8 de dezembro de 1941. O país formalizou sua entrada na Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, americanos e japoneses ocuparam lados opostos. Os EUA integravam os Aliados, ao lado de Reino Unido, União Soviética e França. O Japão compunha o Eixo com Alemanha Nazista e Itália Fascista.
Atualmente, Estados Unidos e Japão mantêm aliança política. Trump e Takaichi compartilham orientações conservadoras. O encontro desta quinta-feira tratou do conflito no Oriente Médio.
Cooperação militar no Estreito de Ormuz
Trump afirmou que o governo japonês demonstra disposição para colaborar com iniciativas militares norte-americanas. O presidente tem solicitado que países aliados contribuam com o patrulhamento do Estreito de Ormuz. A região é estratégica e está afetada pela guerra envolvendo o Irã.
“Tivemos um apoio e uma relação extraordinários com o Japão em tudo e acredito que, com base nas declarações que recebemos ontem e anteontem, eles realmente estão se mobilizando”, afirmou Trump.
O presidente criticou outros parceiros internacionais. “Ao contrário da OTAN”, acrescentou. A declaração sugere insatisfação com a resposta da aliança militar ocidental às demandas norte-americanas no Oriente Médio. A fala evidencia tensões entre os Estados Unidos e membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte quanto ao envolvimento no conflito com o Irã.
A comparação entre a estratégia militar atual e o ataque histórico a Pearl Harbor gerou desconforto diplomático. A menção ao episódio de 1941 durante encontro oficial com a líder japonesa foi interpretada como quebra de protocolo.
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