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Correspondente na Europa, Marina Izidro cobre os principais desdobramentos políticos e econômicos do Reino Unido e da União Europeia. Uma análise refinada sobre como os eventos globais reverberam no Brasil.

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Apesar de críticas duras contra Trump, Europa mantém dependência dos EUA e da Otan

Declarações de Friedrich Merz e reação de Donald Trump expõem limites da autonomia europeia em defesa e economia

Por Marina Izidro | Atualizado em
Merz e Trump
(Foto: Jonathan ErnstReuters)

A tentativa do chanceler alemão Friedrich Merz de preservar a relação com Donald Trump, mesmo após críticas públicas, diz mais sobre a fragilidade europeia do que sobre diplomacia em si. A retirada de tropas americanas da Alemanha, ainda que tratada como decisão estratégica, ocorre em um ambiente de tensão e reforça como divergências políticas rapidamente se transformam em instrumentos de pressão.

Não se trata de um episódio isolado. Trump já adotou postura semelhante com outros líderes europeus, testando limites e expondo fissuras dentro da aliança ocidental. Ainda assim, a reação da Europa tende a ser contida.

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No caso alemão, isso é ainda mais evidente: o país abriga o maior contingente militar dos Estados Unidos no continente e não tem capacidade imediata de suprir essa lacuna.

Esse equilíbrio delicado fica mais visível diante das guerras no Irã e na Ucrânia, que escancaram as limitações da Europa em defesa e segurança energética. Ao mesmo tempo, interesses econômicos e pressões internas impedem respostas mais duras, especialmente em setores sensíveis como a indústria e o comércio exterior.

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No fim, o movimento de Merz reforça uma lógica que se repete. A Europa até busca mais autonomia, diversifica parcerias e tenta reduzir dependências, mas ainda está longe de romper com os Estados Unidos.

Entre discurso e prática, prevalece o pragmatismo, e manter o vínculo, mesmo sob tensão, continua sendo a escolha mais viável.

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