PGR recorre contra decisão de Flávio Dino que vetou aposentadoria compulsória de juízes

Ministério Público Federal questiona entendimento do ministro do STF sobre punição disciplinar a magistrados após Reforma da Previdência de 2019

Por Redação TMC | Atualizado em
Ministro Flávio Dino gesticula enquanto fala durante sessão do STF
(Foto: Antônio Augusto/STF)

O Ministério Público Federal contestou decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre punições disciplinares aplicáveis a magistrados. Dino havia determinado que infrações graves cometidas por juízes sejam punidas com perda do cargo. Publicada nesta segunda-feira (30/03), a decisão envolve um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em processo que tramita sob segredo de justiça.

O ministro anulou julgamento anterior realizado pelo Conselho Nacional de Justiça. Dino ordenou que o CNJ reavalie o processo disciplinar do juiz fluminense.

Siga o canal da TMC no WhatsApp e receba as últimas notícias

Após receber o recurso da Procuradoria-Geral da República, o ministro concedeu prazo de 15 dias para manifestação das partes envolvidas.

A decisão questionada pelo Ministério Público Federal foi proferida no dia 16 de março. Dino estabeleceu que a aposentadoria compulsória perdeu respaldo constitucional após a Reforma da Previdência aprovada em 2019.

O ministro classificou a aposentadoria compulsória como afastamento remunerado da função. Segundo esse entendimento, a medida não seria adequada para punir infrações graves cometidas por membros da magistratura.

A Lei Orgânica da Magistratura prevê a aposentadoria compulsória como a sanção mais severa aplicável a juízes. O entendimento de Dino estabelece precedente sobre como sanções disciplinares devem ser aplicadas a magistrados brasileiros.

As partes têm 15 dias para se manifestarem sobre o recurso apresentado pela PGR. O Conselho Nacional de Justiça deve reanalisar o caso disciplinar do magistrado fluminense.

Caso o CNJ conclua que houve irregularidades graves, deverá encaminhar a situação para propositura de ação judicial visando a perda do cargo. O órgão pode aplicar outras sanções administrativas previstas na legislação ou absolver o juiz.

O processo tramita no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O caso disciplinar original foi julgado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Leia mais: Caiado diz que anistia a Bolsonaro e presos do 8/1 será prioridade se chegar à Presidência

Ao vivo
São Paulo
Ouça a TMC pelo Brasil
  • 100,1FM São Paulo
  • 101,3FM Rio de Janeiro
  • 100,3FM Curitiba
  • 88,7FM Belo Horizonte
  • 92,7FM Recife
  • 100,1FM Brasília
Notícias que importam para você
Copyright © 2026 CNPJ: 07.577.172/0001-71